A pré-campanha de Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso ganhou um novo nome na articulação política. Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e integrante de governos do ex-governador Blairo Maggi, passou a participar da construção do projeto eleitoral de Pivetta.
A entrada de Pagot acrescenta à equipe um político com experiência em campanhas majoritárias e trânsito junto a diferentes setores de Mato Grosso. Entre as frentes de atuação previstas está a aproximação com lideranças políticas e representantes do setor produtivo.
Pagot teve participação importante nas administrações de Blairo Maggi, período em que ocupou cargos no governo estadual e, posteriormente, chegou ao comando do DNIT, entre 2007 e 2011.
Também participou da campanha de reeleição de Maggi ao Governo de Mato Grosso, em 2006. Agora, quase 20 anos depois, volta a atuar nos bastidores de uma disputa pelo Palácio Paiaguás.
A presença de Pagot também aproxima o projeto de Pivetta de um grupo político ligado a Blairo Maggi. O ex-governador já manifestou publicamente apoio à pré-candidatura de Pivetta.
Em abril de 2025, Maggi publicou um vídeo ao lado de Pivetta e fez referência ao atual governador como seu “futuro governador de Mato Grosso”.
Com Pagot na articulação, o apoio de Maggi passa a ter também um nome ligado à operação política e à construção de alianças para a campanha.
Uma das tarefas de Pagot será ampliar o diálogo com entidades, empresários e lideranças ligadas ao setor produtivo.
O agronegócio deve estar entre os principais segmentos desse movimento, especialmente representantes das cadeias de produção de soja, milho e algodão.
A estratégia busca aproximar a pré-campanha de setores com forte presença econômica e política no estado e ampliar as conversas sobre temas como infraestrutura, logística, produção e desenvolvimento regional.
A entrada de Pagot ocorre durante a montagem da estrutura que deverá conduzir a campanha de Pivetta em 2026.
Além dele, outros nomes já aparecem ligados à organização do projeto. Pascoal Santullo é apontado como responsável pela coordenação financeira, enquanto o ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo deve atuar na gestão da campanha. O ex-senador Cidinho Santos também é citado na articulação política.
A composição indica uma tentativa de dividir a estrutura eleitoral por áreas, reunindo nomes com experiência administrativa, política e de articulação.
Pagot construiu sua trajetória política principalmente durante os governos de Blairo Maggi. Além de atuar nas secretarias estaduais de Infraestrutura e Educação, comandou o DNIT em Brasília.
A experiência em diferentes áreas da administração pública e a relação construída ao longo dos anos com lideranças políticas e representantes do setor produtivo são apontadas como os principais ativos que ele leva para o novo projeto.
A presença de Pagot, porém, não representa garantia de resultado eleitoral. A disputa pelo Governo de Mato Grosso ainda está em fase de formação, e partidos e grupos políticos seguem trabalhando na construção de alianças para 2026.
Com a entrada do ex-diretor do DNIT, Pivetta amplia a equipe responsável pela articulação de sua pré-campanha e incorpora ao projeto um nome com experiência em eleições majoritárias e conhecimento dos bastidores políticos de Mato Grosso.



