A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso deve ganhar intensidade à medida que as eleições de 2026 se aproximam. Entre os nomes que já aparecem no radar do eleitorado estão o presidente do Legislativo estadual, Max Russi, e o ex-deputado Mauro Savi, que busca retornar à Assembleia. Embora estejam em momentos diferentes de suas trajetórias políticas, os dois chegam à corrida proporcional com estruturas e históricos eleitorais distintos.
Max Russi aparece atualmente entre os nomes mais citados nas pesquisas espontâneas para deputado estadual. Levantamento do Data Index divulgado em julho colocou o parlamentar na primeira posição, com 3,14% das intenções de voto, à frente de outros nomes conhecidos da política mato-grossense. Pesquisa do instituto MT Dados também registrou Russi entre os primeiros colocados, com 1,4%. Os números ainda mostram um eleitorado bastante indefinido, mas indicam que o nome do deputado já está presente entre aqueles lembrados por parte dos entrevistados.
A trajetória eleitoral de Russi ajuda a dimensionar a expectativa em torno de sua candidatura. Em 2018, ele recebeu 35.042 votos na disputa por uma vaga na Assembleia. Quatro anos depois, ampliou de forma significativa sua votação e chegou a aproximadamente 70 mil votos, terminando a eleição de 2022 como o segundo deputado estadual mais votado de Mato Grosso.
Além do desempenho nas urnas, Russi chega a 2026 ocupando a presidência da Assembleia Legislativa. A função amplia sua exposição política e mantém o parlamentar em contato com prefeitos, vereadores, lideranças municipais e diferentes segmentos do Estado. Esse cenário contribui para a construção de uma base eleitoral distribuída por diferentes regiões de Mato Grosso.
Do outro lado da disputa está Mauro Savi, que tem uma longa passagem pela Assembleia Legislativa e agora trabalha para retornar ao Parlamento estadual. O ex-deputado já teve votações expressivas em eleições anteriores e construiu uma trajetória marcada pela articulação política.
Em 2010, por exemplo, Savi recebeu 47.663 votos na eleição para deputado estadual. O resultado demonstrou, naquele momento, sua capacidade de mobilização eleitoral e a força de sua base política.
O cenário atual, porém, ainda é diferente daquele vivido pelo ex-deputado em seus períodos de mandato. Na pesquisa espontânea do instituto MT Dados citada no levantamento, Savi aparece com 0,1% das intenções de voto. O percentual precisa ser observado dentro de um quadro de elevada indefinição: 69,1% dos entrevistados afirmaram ainda não saber em quem votar.
Esse alto índice de eleitores sem candidato definido significa que a fotografia atual da pesquisa não representa necessariamente o resultado que será observado nas urnas. Na eleição proporcional, nomes que ainda possuem baixa lembrança podem crescer durante a campanha, principalmente quando conseguem ampliar presença nas bases e consolidar alianças partidárias.
Outro elemento que deverá pesar na eleição para deputado estadual é a composição das chapas proporcionais. Diferentemente da disputa majoritária, em que o eleitor escolhe diretamente um candidato a governador ou senador, a eleição para a Assembleia envolve também a distribuição dos votos obtidos pelos partidos e federações.
Por isso, a formação das nominatas será uma das principais peças da estratégia eleitoral. Partidos que conseguem reunir candidatos com diferentes bases territoriais e eleitorais aumentam a capacidade de disputar cadeiras no Legislativo.
O Podemos, partido de Max Russi, trabalha para montar uma chapa competitiva para a Assembleia. Dentro dessa estratégia, o presidente da Casa aparece como um dos nomes de maior projeção, ao lado de outras candidaturas que também buscam espaço no Legislativo estadual.
A composição definitiva das chapas, entretanto, ainda pode alterar o equilíbrio da disputa. Candidatos que hoje aparecem próximos ou distantes nas pesquisas podem mudar de posição conforme as alianças forem consolidadas, os grupos políticos forem definidos e a campanha começar a mobilizar efetivamente os eleitores.
A disputa entre nomes já conhecidos e candidatos que tentam conquistar espaço deve ser uma das características da eleição de 2026. Max Russi chega ao processo com mandato em andamento, presidência da Assembleia e duas eleições recentes com desempenho expressivo.
Mauro Savi, por outro lado, tenta transformar sua experiência política e a rede construída ao longo dos anos em uma nova candidatura competitiva. O retorno ao Legislativo representa uma tentativa de recuperar o espaço que ocupou em diferentes momentos de sua trajetória.
O desempenho de cada um, contudo, dependerá de uma série de fatores que ainda estão em formação. Além da lembrança individual, entram na conta a estrutura partidária, o alcance territorial, a capacidade de mobilização e a composição das chapas.
O elevado número de eleitores que ainda não escolheram um candidato é um dos principais sinais de que a corrida pelas 24 cadeiras está longe de estar definida.
Na pesquisa do MT Dados, os 69,1% de indecisos mostram que a maior parte do eleitorado ainda não transformou a eleição proporcional em uma escolha concreta. Isso abre espaço para mudanças significativas durante a campanha.
A eleição de deputado estadual costuma apresentar um número elevado de candidatos, o que também dificulta a consolidação antecipada de nomes. Muitos eleitores deixam para definir o voto nas semanas que antecedem a votação, enquanto outros escolhem candidatos por influência de lideranças locais, vínculos regionais ou identificação com determinadas pautas.
Nesse cenário, pesquisas de intenção espontânea servem como um retrato do momento, mas não permitem antecipar o resultado final. A própria diferença entre os desempenhos eleitorais anteriores e os percentuais atuais mostra como o cenário pode se transformar.
Apesar de Max Russi aparecer em posição de destaque nas pesquisas mencionadas, a definição de quem terminará a eleição como o deputado estadual mais votado ainda está aberta. O desempenho nas urnas dependerá da evolução das campanhas, das alianças e da capacidade de cada candidato de transformar lembrança em voto.
O histórico recente coloca Russi em uma posição de visibilidade. A evolução de sua votação entre 2018 e 2022 demonstra crescimento expressivo, enquanto a presidência da Assembleia acrescenta uma dimensão institucional à sua atuação política.
Para Mauro Savi, o desafio é diferente. Depois de ter alcançado votação superior a 47 mil votos em 2010, ele precisa reconstruir sua presença eleitoral e convencer o eleitorado de que continua sendo uma opção competitiva para o Legislativo estadual.
A eleição de 2026, portanto, deverá colocar frente a frente diferentes trajetórias políticas e estratégias eleitorais. De um lado, parlamentares com mandato e nomes já consolidados; de outro, ex-deputados e novos candidatos tentando conquistar espaço.
Com grande parte do eleitorado ainda indecisa, a corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa permanece em aberto. A posição dos candidatos nas pesquisas poderá mudar conforme as chapas sejam oficializadas e a campanha avance. Até lá, Max Russi e Mauro Savi aparecem entre os nomes que estarão sob atenção na disputa proporcional, mas o resultado só será conhecido quando os votos forem contabilizados.



