18 de Agosto de 2026

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POLÍTICA Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026, 10:44 - A | A

Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026, 10h:44 - A | A

FORTACELE A CHAPA

Diego Guimarães defende Gisela como vice de Pivetta e prevê apoio de prefeitos do PL

Deputado avalia que escolha de Gisela Simona fortalece a chapa governista, defende saída de Fábio Garcia e afirma que maioria dos prefeitos do PL deve declarar apoio a Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso

Lucas Leite
Tangará Online
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Reprodução

diego guimarães

O deputado estadual Diego Guimarães avaliou o cenário político de Mato Grosso para as eleições de 2026 e defendeu as principais decisões tomadas pelo grupo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nas últimas semanas. Em entrevista, o parlamentar classificou a escolha de Gisela Simona (União Brasil) para a vice-governadoria como positiva, destacou o perfil técnico e político da ex-deputada federal e afirmou que a composição pode ampliar a presença da chapa tanto na Baixada Cuiabana quanto no interior do Estado.

Para Diego, a escolha de Gisela reúne características que podem contribuir para a campanha. Segundo ele, além da experiência como advogada, servidora pública e deputada federal, ela possui uma trajetória ligada à defesa do consumidor e uma atuação política construída principalmente na região de Cuiabá e Várzea Grande. O deputado também ressaltou o que considera uma característica importante para uma campanha estadual: a capacidade de comunicação e de mobilização política.

“Ela só vem acrescentar, vem somar com a chapa, vem somar com o perfil do Otaviano”, afirmou o parlamentar. Na avaliação de Diego, o estilo mais comunicativo de Gisela pode complementar o perfil de Pivetta durante uma campanha que exigirá dos candidatos presença tanto na capital quanto nos municípios do interior.

A definição do nome para a vice, segundo o deputado, foi uma decisão pessoal de Pivetta, posteriormente aceita pelos integrantes do Republicanos. Diego afirmou que os deputados da legenda chegaram a conversar sobre o cenário, mas defendeu que a palavra final deveria caber ao candidato ao governo.

“Eu não tenho dúvida que essa escolha tem que partir do governador, ele é o candidato a governo”, declarou.

Outro ponto abordado por Diego Guimarães foi a retirada do deputado federal Fábio Garcia da disputa pela vice de Pivetta. O parlamentar classificou a decisão como “altruísta” e “inteligente”, argumentando que Garcia teria colocado o projeto político do grupo acima de seu interesse individual.

Fábio Garcia está entre os nomes citados no contexto da Operação Heritage, investigação da Polícia Federal que apura suspeitas envolvendo um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. O deputado ressaltou que Garcia ainda está na fase de inquérito e que, segundo sua avaliação, não responde atualmente a um processo criminal decorrente da investigação.

Diego também mencionou as restrições determinadas no caso pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que a decisão de Garcia de deixar a disputa pela vice permitiu preservar seu projeto político.

“Ele entendeu que melhor para Mato Grosso, para o projeto político do grupo do Otaviano Pivetta e também para o seu projeto político seria melhor fazer a substituição”, disse.

Com a saída de Garcia, Gisela passou a ocupar o espaço na composição da chapa. Para Diego, o movimento também reduz o risco de que a campanha fique concentrada nas consequências políticas da operação.

A investigação da Polícia Federal também foi citada quando o deputado foi questionado sobre a possibilidade de o assunto chegar novamente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Diego afirmou que qualquer investigação considerada legítima deve ser recebida pelas instituições e disse que eventuais requerimentos ou pedidos de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) deverão ser analisados pelos deputados. Ao mesmo tempo, demonstrou preocupação com o uso eleitoral das investigações.

“Temos que cuidar muito para que isso não perca o foco de uma investigação séria, uma investigação meramente eleitoreira”, afirmou.

O deputado sustentou que eventuais fatos investigados devem ser analisados individualmente e que as pessoas envolvidas precisam responder dentro dos procedimentos legais. Também ressaltou que, até o momento, não existem condenações relacionadas aos episódios mencionados na entrevista.

Na avaliação dele, o resultado político das investigações dependerá da forma como o eleitorado irá interpretar os fatos e compará-los com a atuação do governo nos últimos anos.
Diego Guimarães também avaliou a saída de Mauro Carvalho do comando da Casa Civil e o afastamento do procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, após os desdobramentos da Operação Heritage.

Para o deputado, as decisões demonstraram que os envolvidos colocaram o projeto político coletivo acima de seus interesses individuais. Segundo ele, a permanência dos nomes nos cargos poderia dificultar a comunicação e a organização da campanha.

“O meu projeto pessoal é menor do que o projeto do Estado”, resumiu Diego ao explicar a postura que atribui aos integrantes do grupo.

O parlamentar também citou as restrições impostas a algumas pessoas envolvidas no caso como fator que poderia comprometer a organização da campanha eleitoral. Na visão dele, o afastamento dos cargos permite que os envolvidos concentrem esforços na própria defesa, sem comprometer diretamente a estrutura política montada para 2026.

A disputa pelo apoio do Partido Liberal (PL) também foi abordada durante a entrevista. A legenda decidiu manter candidatura própria ao governo de Mato Grosso, com Wellington Fagundes, mas, segundo Diego, a definição oficial do partido não significa necessariamente que prefeitos e lideranças municipais seguirão a orientação da sigla.

O deputado afirmou que já identificou manifestações de prefeitos do PL favoráveis à candidatura de Pivetta e projetou que entre 70% e 80% dos prefeitos liberais poderão declarar apoio ao governador durante a eleição.

“Eu acredito que 70% ou 80% dos prefeitos do Partido Liberal irão declarar apoio”, afirmou.

Diego reconheceu que parte das lideranças poderá permanecer neutra ou seguir outro caminho, mas interpretou a ausência de apoio a Wellington Fagundes como um sinal de divergência em relação ao projeto apresentado pela direção estadual do PL.

A previsão, contudo, é uma avaliação política do deputado e ainda dependerá das articulações que serão realizadas ao longo da campanha.

No cenário nacional, Diego também afirmou que pretende apoiar Flávio Bolsonaro e indicou que o Republicanos em Mato Grosso deverá discutir internamente o posicionamento do partido.

“Sim, nós vamos aderir à campanha do Flávio. Pelo menos pessoalmente eu vou”, declarou.

Segundo ele, a posição ainda deverá ser debatida com a direção partidária, mas existe uma tendência de adesão entre integrantes da legenda no Estado.

A declaração evidencia uma possível divisão entre os arranjos políticos nacional e estadual. Enquanto o Republicanos precisa definir sua estratégia em relação à disputa presidencial, lideranças locais trabalham para manter a composição de forças construída em torno de Pivetta.

Com a proximidade do período eleitoral, Diego avalia que os próximos movimentos serão decisivos para consolidar as alianças. A escolha de Gisela para a vice, a saída de Fábio Garcia da composição, os efeitos da Operação Heritage e a disputa pelo apoio de prefeitos do PL formam um cenário de forte movimentação nos bastidores.

O deputado também lembrou que a Assembleia Legislativa entra em uma etapa importante de discussão das leis orçamentárias, especialmente a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), que definirão a previsão de receitas e despesas do Estado para 2027.

Ao mesmo tempo em que o Legislativo se prepara para discutir o orçamento, os partidos avançam na definição das alianças para a eleição.

Para Diego, a principal disputa será entre aqueles que pretendem dar continuidade ao atual projeto de governo e os grupos que buscam apresentar uma alternativa ao eleitorado. Nesse ambiente, ele acredita que a avaliação da gestão terá peso importante na decisão das urnas.

A eleição de 2026, portanto, começa a tomar forma a partir de uma combinação de decisões partidárias, movimentos individuais e disputas internas. A escolha de Gisela Simona para vice, a retirada de Fábio Garcia, a repercussão da Operação Heritage e a tentativa de aproximação com prefeitos do PL devem continuar entre os principais assuntos da política mato-grossense nos próximos meses.


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