A confirmação da participação do senador Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus, em Cuiabá, provocou reações no meio político mato-grossense. Entre os posicionamentos mais contundentes esteve o do deputado estadual Lúdio Cabral, que utilizou tom irônico ao comentar a presença do parlamentar no evento religioso.
Lúdio afirmou esperar que Flávio aproveite a ocasião para orar e buscar perdão pelos erros que, segundo ele, teria cometido ao longo de sua trajetória política. O petista também citou o empresário Daniel Vorcaro, relacionando o nome do senador a recentes discussões envolvendo o controlador do Banco Master.
Na avaliação do deputado, a participação em eventos religiosos deveria servir como momento de reflexão. Por isso, afirmou que Flávio Bolsonaro precisaria aproveitar não apenas a Marcha para Jesus, mas também qualquer espaço religioso que frequente para fazer uma revisão de suas atitudes e pedir perdão pelos supostos equívocos cometidos ao longo da carreira pública.
As declarações ocorreram após questionamentos sobre a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Ao comentar o caso, Lúdio evitou aprofundar juízos de valor e resumiu o episódio como uma demonstração do funcionamento regular das instituições judiciais brasileiras.
O parlamentar também rebateu argumentos apresentados por aliados e familiares de Eduardo Bolsonaro, que classificaram a decisão judicial como perseguição política. Para Lúdio, a mudança do ex-deputado para os Estados Unidos estaria relacionada ao temor de investigações conduzidas pelas autoridades brasileiras, descartando a narrativa de que ele seria alvo de uma ação política coordenada.
Na sequência, o deputado elevou o tom das críticas e afirmou acreditar que os desdobramentos atuais representam apenas uma pequena parte de investigações mais amplas. Segundo ele, futuras apurações sobre movimentações financeiras ligadas a parceiros comerciais próximos ao grupo político da família Bolsonaro poderão trazer novas revelações.
As declarações reforçam o embate político entre representantes do PT e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, disputa que continua repercutindo em Mato Grosso e deve ganhar novos capítulos com a presença de lideranças nacionais em eventos públicos e religiosos no estado.



