O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) pode deixar a Assembleia Legislativa para assumir uma função no governo de Otaviano Pivetta a partir de 2027. O próprio parlamentar afirmou que colocou seu nome à disposição do governador para participar da próxima administração.
A declaração abriu espaço para especulações sobre uma possível vaga no primeiro escalão. Entre os cargos que podem ser considerados está a Casa Civil, uma das áreas de maior peso político dentro do Executivo estadual.
Até o momento, porém, não há confirmação de convite oficial ou definição de que Diego será nomeado para a secretaria.
A possível escolha ganha força pelo perfil político do deputado. Reeleito com 40.482 votos, Diego foi o candidato mais votado do Republicanos para a Assembleia em Mato Grosso. Em 2022, ele havia recebido 25.907 votos, o que representa um crescimento de aproximadamente 56% na votação.
Uma eventual transferência para o Executivo colocaria no governo um parlamentar que construiu sua carreira justamente dentro da Assembleia Legislativa.
Durante o atual mandato, Diego atuou na apresentação de projetos e na articulação de demandas dos municípios. Conforme balanço divulgado pelo próprio deputado, foram mais de 1,4 mil proposições e mais de R$ 9 milhões em emendas destinadas às cidades mato-grossenses.
Esse relacionamento com prefeitos e deputados pode ser um dos fatores considerados em uma eventual escolha para a Casa Civil, secretaria que tem entre suas funções fazer a interlocução política do governo com outros Poderes, municípios e diferentes setores da sociedade.
Na prática, o ocupante da pasta precisa funcionar como uma ponte entre o governador e a classe política.
O eventual convite também colocaria Diego diante de um desafio diferente do enfrentado durante a campanha eleitoral.
O deputado apoiou Pivetta na disputa pelo governo e adotou uma postura crítica em relação a adversários do grupo governista, entre eles o senador Wellington Fagundes.
Caso assuma uma função de articulação no Executivo, entretanto, a expectativa seria de uma atuação mais abrangente. A interlocução não ficaria restrita aos aliados do governador e precisaria incluir deputados independentes, oposição, prefeitos de diferentes grupos e outras lideranças.
Essa mudança de posição — de deputado e aliado político para integrante do governo — pode ser um dos principais testes para o parlamentar.
A Casa Civil tem papel central na articulação do governo estadual. A secretaria atua na relação do Executivo com a Assembleia Legislativa, municípios, demais Poderes, autoridades e organizações da sociedade.
Por isso, a escolha de quem comandará a pasta pode indicar como Pivetta pretende conduzir a relação política durante o próximo mandato.
Diego reúne dois elementos que podem interessar ao governador: experiência dentro do Legislativo e uma votação expressiva nas urnas. O deputado também possui trânsito político nos municípios, área considerada importante para a construção de alianças em Mato Grosso.
Ainda assim, qualquer mudança depende da definição do governador sobre a equipe que irá compor a próxima gestão.
Por enquanto, Diego colocou o nome à disposição. A eventual ida para a Casa Civil ou para outra secretaria permanece no campo das possibilidades, sem confirmação oficial de Pivetta.



