08 de Junho de 2026

ENVIE SUA DENÚNCIA PARA REDAÇÃO
logo

POLÍTICA Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 10:57 - A | A

Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 10h:57 - A | A

EM CONSTRUÇÃO

“Segundo turno é que define alianças”, diz Júlio Campos sobre eleição de 2026 em MT

Deputado estadual diz que disputas internas devem ser evitadas e que decisões políticas precisam respeitar o resultado das urnas

Lucas Leite
Tangará Online
[email protected]

O deputado estadual Júlio Campos (DEM) afirmou que o cenário político de Mato Grosso para as eleições de 2026 deve ser marcado por disputa no primeiro turno e construção de alianças apenas na etapa final do processo eleitoral. O parlamentar defendeu que o eleitor deve ter liberdade para escolher inicialmente os candidatos e programas de governo, e que somente após o resultado das urnas as articulações políticas devem ser feitas.

Segundo ele, a lógica de formação de alianças antecipadas pode distorcer o debate democrático e enfraquecer a vontade popular. Para Campos, o segundo turno deve ser o momento de reorganização das forças políticas.

“Vai ter o segundo turno. No segundo turno é que a gente faz as coligações. Deixa o eleitorado, democraticamente, escolher o melhor programa de governo e o melhor candidato vai se impor”, afirmou o deputado, ao comentar o cenário eleitoral futuro no estado.

A declaração ocorre em meio a movimentações de partidos e lideranças políticas que já começam a se posicionar para a disputa de 2026, especialmente em relação ao governo estadual e às vagas no Senado Federal.

Júlio Campos destacou que, até o momento, não há definição sobre nomes que irão compor possíveis chapas majoritárias, seja para o governo ou para o Senado. Ele afirmou que o processo ainda está em construção dentro das siglas partidárias e que qualquer antecipação de candidaturas seria precipitada.

“Ninguém pensou nisso ainda, mas pode surgir. O importante é que as decisões sejam tomadas com calma e dentro do partido, sem imposição”, disse.

O deputado também citou a possibilidade de diferentes lideranças políticas disputarem espaço dentro das convenções partidárias, defendendo que o processo interno deve ser respeitado como parte essencial da democracia.

“Pode ser eu, posso ser soldado do partido, pode ser o Dilmar Dal Bosco, que é um homem de prestígio em todo o Estado. O candidato será definido de forma pacífica”, afirmou.

Para ele, a definição de candidaturas deve ocorrer sem conflitos internos que possam enfraquecer os grupos políticos. Júlio Campos defendeu uma postura de pacificação dentro das siglas e evitou antecipar disputas internas mais intensas.

O parlamentar reforçou a necessidade de unidade política e criticou o que chamou de “guerra antecipada” entre grupos dentro do próprio campo político.

Segundo ele, disputas internas antes do período eleitoral podem prejudicar a construção de alianças e até inviabilizar chapas completas.

“O candidato não pode entrar em guerra. Isso só causa problema. Se houver guerra, talvez o partido não fique nem com chapa completa”, alertou.

Júlio Campos defendeu ainda que as divergências políticas sejam resolvidas dentro das convenções partidárias, quando os filiados escolhem oficialmente seus candidatos.

“Vai ganhar quem tiver mais votos na convenção. Isso é democracia”, disse.

O deputado também comentou, de forma direta, a relação com o governador Mauro Mendes e outros grupos políticos do Estado. Em tom crítico, afirmou que cada liderança deve seguir seu próprio caminho político.

“Mauro Mendes já está liberado. Nós já falamos isso há seis meses. Larga da nossa vida, se cuide do seu caminho que nós vamos cuidar do nosso”, declarou.

A fala evidencia um distanciamento político entre setores da oposição e da base governista, refletindo o ambiente de reorganização das forças políticas em Mato Grosso para os próximos anos.

Júlio Campos também mencionou o ex-governador Jayme Campos como possível nome competitivo no cenário estadual, reforçando que decisões serão tomadas dentro das regras partidárias.

“Jayme Campos é candidato a governador. Vai ganhar quem tiver mais votos na convenção”, afirmou.

Um dos pontos centrais da fala do deputado foi a defesa do processo democrático e da soberania do voto popular. Para ele, a população deve ser a principal responsável por definir os rumos da eleição, sem interferências excessivas de articulações prévias.

Campos afirmou que a disputa eleitoral não deve ser reduzida a fatores econômicos ou de influência política.

“Não é só dinheiro que ganha eleição, não é só poder. O povo decide”, declarou.

O parlamentar defendeu que o processo eleitoral seja conduzido de forma transparente e competitiva, permitindo que diferentes projetos políticos sejam avaliados pela população.

Júlio Campos recorreu a exemplos históricos da política mato-grossense para ilustrar sua visão sobre disputas eleitorais e resultados inesperados.

Ele citou a eleição de 1965, quando a então UDN realizou uma convenção em Três Lagoas que reuniu grandes lideranças políticas da época. Segundo ele, mesmo com forte estrutura e apoio político, o resultado final surpreendeu.

“Naquela época, tinha o Garcia Neto, o José Fragelli e o Lúdio Martins Coelho, que era um grande empresário. Mas quem ganhou foi um nome pouco conhecido, o Pedro Pedrociano”, relatou.

Campos destacou que, apesar da força política dos concorrentes, o resultado foi decidido pela dinâmica eleitoral e pelo apoio popular, e não pela estrutura ou poder econômico.

“O candidato mais forte não venceu. Quem ganhou foi quem conseguiu se conectar com o eleitor”, afirmou.

O deputado também fez críticas ao cenário político atual, afirmando que há excesso de influência de grupos organizados e pouca abertura para disputas mais amplas.

Ele defendeu que a imprensa e os atores políticos adotem uma postura mais equilibrada na cobertura e na condução do debate público.

“Vocês estão muito governistas. É preciso olhar com mais equilíbrio. O jornalismo precisa ser mais independente”, disse.

Para Campos, a democracia depende de pluralidade de opiniões e de liberdade para que diferentes projetos políticos sejam apresentados à população.

Júlio Campos reforçou sua defesa do segundo turno como um instrumento essencial para garantir equilíbrio político e ampliar o debate eleitoral.

Segundo ele, o primeiro turno serve para a apresentação de ideias e projetos, enquanto o segundo turno é o momento de definição e união de forças.

“No segundo turno é que se constrói o acordo. É ali que as forças políticas se reorganizam”, explicou.

Para o deputado, esse modelo fortalece a democracia e permite que o eleitor tenha mais clareza sobre as propostas apresentadas.


Comente esta notícia

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Tangará Online (tangaraonline.com.br). É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Tangará Online (tangaraonline.com.br) poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.


image