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POLÍTICA Quarta-feira, 10 de Junho de 2026, 14:58 - A | A

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PRÉ-CAMPANHA ELEITORAL

PL aciona TCU contra campanha do governo Lula sobre redução da jornada de trabalho

Partido questiona uso de recursos públicos em peças que defendem o fim da escala 6x1

Ana Carolina Guerra
Tangará Online
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O Partido Liberal (PL) apresentou uma representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão de campanhas publicitárias do governo federal relacionadas à proposta de redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6x1.

A ação foi protocolada pela deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), que argumenta que a publicidade institucional não deve ser utilizada para promover ou influenciar debates sobre propostas que ainda tramitam no Congresso Nacional.

No pedido, o partido solicita uma medida cautelar para interromper imediatamente a veiculação das peças publicitárias em meios físicos e digitais, além de questionar a aplicação de recursos públicos na divulgação da campanha.

Segundo a parlamentar, a iniciativa do governo federal ultrapassaria os limites da comunicação institucional ao defender uma proposta que ainda depende de análise e aprovação do Poder Legislativo.

O documento também cita os investimentos realizados para a divulgação das campanhas em horários de grande audiência na televisão, incluindo transmissões de partidas da seleção brasileira.

Na representação, o PL menciona um precedente analisado pelo próprio TCU em 2019, quando o tribunal determinou a suspensão de uma campanha publicitária do governo do então presidente Jair Bolsonaro relacionada ao chamado pacote anticrime. Na ocasião, o entendimento foi de que a publicidade institucional não poderia ser utilizada para influenciar a tramitação de propostas legislativas.

A discussão ocorre em meio ao avanço da proposta que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e prevê o fim da escala 6x1. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e segue agora para análise do Senado Federal.

Antes de ser votada em plenário pelos senadores, a proposta precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso seja aprovada em todas as etapas, a medida poderá alterar as regras atuais da jornada de trabalho no país, mantendo a remuneração dos trabalhadores e estabelecendo dois dias de descanso semanal, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Até o momento, o Tribunal de Contas da União não se manifestou sobre o pedido apresentado pelo partido.


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