A estrutura do Governo de Mato Grosso passa por uma nova reorganização administrativa. Um conjunto de atos assinados pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) retirou 115 servidores de cargos comissionados e funções de confiança em diferentes setores do Executivo estadual. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial desta terça-feira (3) e começaram a valer em 1º de novembro.
A medida não ficou restrita a funções de apoio. Entre os desligados estão gestores responsáveis por áreas estratégicas da administração, incluindo quatro integrantes da estrutura de direção da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
O volume de mudanças também chama atenção pela abrangência: 16 órgãos estaduais foram alcançados. A iniciativa ocorre durante o processo de revisão da estrutura administrativa anunciado por Pivetta.
Na Setasc, a reformulação atingiu quatro áreas de atuação. Saíram Edio Martins de Souza, Maria Fernanda Ferri Calabria Amaral, Marimax da Silva Almeida e Salete Morockoski, que ocupavam funções de secretários-adjuntos.
A pasta também perdeu gestores de setores responsáveis por contratos, segurança alimentar, gestão financeira e articulação de políticas voltadas aos povos indígenas.
O alcance das exonerações demonstra que a mudança envolve diferentes níveis da estrutura administrativa, e não apenas cargos de assessoria. Na Educação, por exemplo, foram atingidas diretorias metropolitanas e superintendências responsáveis pela movimentação de servidores e pela articulação de políticas educacionais.
A distribuição dos desligamentos mostra uma concentração nas áreas de Assistência Social, Educação e Casa Civil. Juntas, essas estruturas somam 66 exonerações, mais da metade do total anunciado.
A Setasc lidera com 34 saídas. Na sequência aparece a Secretaria de Estado de Educação, com 21, enquanto a Casa Civil contabiliza 11.
Na Casa Civil, as mudanças incluem a chefia da Unidade de Gestão de Projetos e uma assessoria especial ligada ao acompanhamento de projetos destinados aos municípios.
Outras áreas também tiveram alterações. Desenvolvimento Econômico registrou nove desligamentos, Infraestrutura e Logística teve seis, enquanto Saúde e Ciência, Tecnologia e Inovação contabilizaram cinco cada.
A reorganização chegou ainda a órgãos como o Instituto de Pesos e Medidas, a Junta Comercial, o Instituto de Terras e o Instituto de Defesa Agropecuária.
Também houve exonerações nas áreas de Meio Ambiente, Agricultura Familiar, Cultura, Esporte e Lazer, além do MT Saúde e da Controladoria-Geral do Estado.
Entre os nomes que deixaram funções de chefia estão Elaine da Silva Barros Prado, do Ipem, e Carlos Alberto Barrosi, que ocupava a Superintendência de Normatização e Fomento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
No total, o pacote reúne 102 exonerações de cargos comissionados e 13 desligamentos de funções de confiança.
Os atos publicados foram assinados em 29 de outubro por Pivetta e pelo secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Manciolli. Entre os cargos de maior nível hierárquico atingidos estão dez funções DGA-2, com remuneração de R$ 12,8 mil, e 12 DGA-3, com salário de R$ 9,4 mil.
A redução de cargos e a reorganização das estruturas fazem parte da reforma administrativa anunciada pelo governador. Entretanto, a publicação dos desligamentos não esclarece quantas funções serão efetivamente eliminadas nem quantas poderão receber novas nomeações.
Com isso, o pacote representa uma etapa da reorganização do Executivo, mas o tamanho definitivo da redução da estrutura estadual ainda depende dos próximos atos do governo.



