O médico oftalmologista Renan Ferreira Brito Cândido, responsável pelo Grupo Olhares, em Várzea Grande, denunciou à Polícia Civil uma suspeita de golpe envolvendo compras de materiais de construção realizadas em nome da empresa, sem autorização da direção. As operações questionadas somam aproximadamente R$ 104 mil e envolvem um ex-funcionário, identificado como Fernando Vinicius Mendes de Souza, citado como suspeito no boletim de ocorrência registrado no dia 31 de outubro.
A situação foi descoberta em 30 de outubro, quando a administração do Grupo Olhares recebeu cobranças da empresa Elétrica Paraná referentes a materiais elétricos que não reconhecia ter adquirido. Segundo o registro policial, as compras destinadas à obra de reforma da clínica já haviam sido encerradas havia cerca de dois meses, mas novas operações continuaram sendo realizadas em nome do estabelecimento, sem o conhecimento ou a autorização dos responsáveis.
Ao solicitar esclarecimentos à fornecedora, a direção recebeu notas fiscais e comprovantes de retirada de mercadorias. Cinco notas emitidas entre 18 e 26 de setembro totalizam R$ 73.712,42. O valor global questionado chega a aproximadamente R$ 104 mil, ainda sujeito à conferência. Os documentos incluem assinaturas atribuídas ao ex-funcionário e a outras pessoas não identificadas pela administração da clínica.
“Fomos surpreendidos com cobranças de compras que não autorizamos, realizadas em nome de uma empresa que construímos com muito trabalho e responsabilidade. Nossa maior preocupação é esclarecer os fatos, proteger nossos fornecedores e impedir que o nome do Grupo Olhares continue sendo utilizado indevidamente. Já procuramos a polícia e estamos colaborando com toda a documentação necessária para a investigação”, afirma o médico Renan Ferreira Brito Cândido.
Fernando atuava em atividades relacionadas à infraestrutura e à logística da empresa e mantinha contato profissional com fornecedores. No entanto, conforme o boletim de ocorrência, ele não tinha autorização para realizar as compras questionadas. A direção também informou que não conseguiu identificar a destinação dos materiais e desconhece se as mercadorias foram utilizadas, revendidas ou repassadas a terceiros.
Ainda segundo o registro, após a descoberta das cobranças, em 30 de outubro, o funcionário deixou o estabelecimento e não respondeu às tentativas de contato relatadas pela administração. O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande para apuração da autoria, da autenticidade das assinaturas e da possível participação de outras pessoas. A eventual responsabilidade do ex-funcionário ainda depende de investigação.
Diante da situação, o Grupo Olhares divulgou, nesta terça-feira (03.11), um comunicado aos fornecedores informando que Fernando Vinicius Mendes não integra mais sua equipe e não está autorizado a solicitar, intermediar ou retirar mercadorias em nome da empresa. A direção orientou que pedidos, entregas e cobranças recentes relacionados a ele sejam encaminhados à gerência administrativa para conferência e validação.
A empresa reforçou que as compras identificadas não foram autorizadas e informou que está reunindo documentos para esclarecer os fatos. O valor apontado no boletim corresponde às operações questionadas e não significa, necessariamente, que os pagamentos tenham sido realizados ou que esse seja o prejuízo financeiro definitivo.



