Durante agenda, em Dom Aquino, o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes afirmou que mantém uma relação de respeito e civilidade com o senador Jayme Campos, mesmo diante de divergências internas no União Brasil e das articulações em torno do cenário eleitoral.
A declaração foi dada durante a entrega de um trecho da primeira ferrovia estadual, evento que reuniu lideranças políticas e marcou um momento de aproximação pública entre os dois.
Mauro destacou que diferenças políticas fazem parte do processo democrático, mas não devem ultrapassar os limites do respeito pessoal e institucional. Segundo ele, a convivência com adversários internos precisa ser pautada pela civilidade.
“Claro, nós podemos ter divergência, mas a divergência não nos permite perder a civilidade, perder o respeito. Eu sempre procurei manter o respeito com as pessoas”, afirmou.
O ex-governador também fez elogios à trajetória de Jayme Campos, ressaltando sua atuação no Senado e sua contribuição para projetos considerados estratégicos para Mato Grosso. Ele afirmou reconhecer o papel do parlamentar em diferentes frentes de articulação política.
“O senador Jayme é um grande senador. Ele fez um grande trabalho, eu nunca vou negar isso”, disse.
Mauro ainda mencionou a participação de Jayme nas negociações relacionadas à viabilização da ferrovia estadual, destacando sua atuação junto a lideranças federais. Em sua avaliação, o senador teve peso relevante em momentos decisivos das articulações.
“Acho que foi o senador que realmente trabalhou, que peitou o Tarcísio no momento que precisou ser trabalhada ali uma correlação de forças”, declarou, em referência ao governador de São Paulo Tarcísio de Freitas.
Apesar do tom elogioso, Mauro reforçou que o cenário político segue indefinido e que as decisões sobre candidaturas serão tomadas dentro das regras partidárias, nas convenções previstas para o calendário eleitoral.
“O campo político continua aberto, nós vamos dialogar. As convenções vão ser feitas no final de julho, começo de agosto… e quem define quem será ou não candidato são as convenções partidárias”, concluiu.
O encontro em Dom Aquino foi marcado por sinais públicos de cordialidade entre os dois líderes, em meio a um ambiente político ainda em fase de reorganização para as próximas disputas eleitorais.



