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POLÍTICA Terça-feira, 08 de Setembro de 2026, 10:54 - A | A

Terça-feira, 08 de Setembro de 2026, 10h:54 - A | A

EM SUA 1ª ELEIÇÃO

Jéssica Riva cresce nas pesquisas e entra na disputa por uma vaga na AL-MT

Empresária aparece em levantamentos espontâneos e amplia articulações pelo interior; cenário ainda é de indefinição para a eleição de deputado estadual

Tangará Online
Redação

Reprodução

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A empresária Jéssica Riva (MDB) começa a ganhar espaço na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2026. Estreante em eleições, ela passou a aparecer em levantamentos de intenção de voto e intensificou a agenda política pelo interior do Estado.

Em pesquisa espontânea do MT Dados citada no cenário eleitoral, Jéssica registrou 0,5% das intenções de voto. Apesar de o percentual ainda ser baixo, o resultado ocorre em uma disputa marcada por elevado grau de indefinição: 69,1% dos entrevistados não souberam ou não responderam em quem pretendem votar.

Outro levantamento atribuído à Percent Brasil também colocou Jéssica entre os nomes lembrados dentro do MDB. Já dados atribuídos ao Data Index apontaram 1,06% na pesquisa espontânea de julho.

Os números, contudo, devem ser analisados com cautela. Em uma eleição proporcional, percentuais baixos podem sofrer alterações significativas ao longo da campanha, especialmente quando existe grande número de eleitores sem candidato definido.

Embora seja novata nas urnas, Jéssica chega à disputa com um sobrenome conhecido na política de Mato Grosso.

Ela é filha do ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva e irmã da deputada estadual Janaína Riva, que também está se movimentando para disputar uma das vagas ao Senado em 2026.

A trajetória política da família pode facilitar o acesso a lideranças e grupos políticos, mas também coloca sobre a candidata o desafio de construir uma identidade própria.

A estratégia de Jéssica tem sido associar a experiência adquirida no ambiente político à construção de uma carreira independente, sem depender exclusivamente do histórico familiar.

A movimentação pelo interior é um dos principais componentes da pré-campanha.

Jéssica tem ampliado contatos com lideranças políticas, empresariais e comunitárias, especialmente em municípios do interior e na região Norte do Estado, onde possui vínculos familiares e políticos.

Para uma candidatura à Assembleia, essa estratégia é importante.
Diferentemente de uma eleição majoritária, em que o candidato precisa conquistar uma maioria estadual, a disputa proporcional permite a formação de bases concentradas em determinadas regiões. Mesmo assim, ampliar a votação para diferentes municípios pode aumentar as chances de eleição.
O desafio será transformar presença política e apoio de lideranças em votos efetivos.

A composição do MDB também será determinante para as chances de Jéssica.
O partido reúne nomes com diferentes níveis de força eleitoral, incluindo parlamentares que já possuem mandato e candidatos com bases consolidadas.
A disputa interna pode ser intensa, mas uma chapa competitiva também pode aumentar as possibilidades da legenda de conquistar cadeiras.

Na eleição proporcional, portanto, a votação individual não é o único fator a ser considerado. O desempenho da legenda e a distribuição dos votos entre os candidatos também interferem no resultado.

A candidatura de Jéssica também ocorre em meio ao debate sobre a participação das mulheres na política.

Durante a pré-campanha, ela tem defendido uma presença maior de mulheres nos espaços de decisão e busca utilizar essa pauta como parte de sua construção política.

Caso consiga consolidar sua candidatura, Jéssica poderá representar uma das apostas do MDB para ampliar a presença feminina na Assembleia.
A eleição, porém, dependerá menos do discurso e mais da capacidade de transformar essa identificação em votos.

A presença simultânea de Jéssica e Janaína no cenário eleitoral amplia a atenção sobre a família Riva.
Enquanto Jéssica busca uma vaga na Assembleia, Janaína trabalha para disputar o Senado.

A dupla movimentação pode ampliar o espaço político do grupo familiar, mas também exigirá uma estratégia eleitoral capaz de evitar conflitos entre bases e interesses regionais.
As duas candidaturas não disputam diretamente o mesmo cargo, mas podem compartilhar lideranças, estruturas e eleitores.

Um dos fatores que pode favorecer Jéssica é o alto número de eleitores que ainda não escolheu candidato.

Na pesquisa em que aparece com 0,5%, 69,1% dos entrevistados não indicaram um nome.

Isso significa que existe uma parcela expressiva do eleitorado ainda disponível para ser conquistada.

Por outro lado, a mesma situação vale para todos os concorrentes. O espaço aberto nas pesquisas pode beneficiar tanto candidatos que já começaram a crescer quanto nomes que possuem estruturas políticas consolidadas.
Por isso, os percentuais atuais não permitem projetar quem estará entre os eleitos.

A principal questão para Jéssica será transformar o conhecimento do nome em intenção de voto e, posteriormente, em votos nas urnas.

O sobrenome Riva pode ajudar nesse processo, mas não garante resultado eleitoral.

A candidata precisará ampliar sua exposição, apresentar propostas, conquistar lideranças e construir uma rede de apoio capaz de alcançar diferentes municípios.

Em uma eleição com dezenas de candidatos, também será necessário disputar espaço dentro do próprio MDB.

A candidatura de Jéssica Riva ainda está em fase de construção.
Os levantamentos citados mostram que ela já aparece no radar dos eleitores, mas os percentuais ainda estão distantes de indicar uma eleição garantida.
A vantagem está no fato de que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto.

Se conseguir ampliar o reconhecimento do nome, consolidar alianças no interior e fortalecer sua presença dentro do MDB, Jéssica poderá chegar à campanha oficial em condições mais competitivas.

A disputa pela Assembleia, no entanto, deve permanecer aberta até os meses finais.

Por enquanto, o principal movimento é a entrada de Jéssica Riva no jogo eleitoral. A empresária ainda precisa transformar o crescimento registrado nas pesquisas em uma votação suficiente para conquistar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.


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