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GERAL Terça-feira, 08 de Setembro de 2026, 13:22 - A | A

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NA MIRA

Log Lab volta ao centro das atenções e histórico de Goiás é relembrado em meio a questionamentos sobre pressão contra imprensa

Empresa ligada ao empresário Fernando Fernandes já foi alvo de apurações em Goiás e atualmente aparece em investigações relacionadas a contratos públicos em Mato Grosso

Maykom Milas
Tangará Online

Reprodução

fernando

O nome do empresário Fernando Fernandes, ligado à empresa Log Lab Inteligência Digital, volta ao centro do debate público em meio à repercussão de investigações envolvendo contratos da companhia com órgãos públicos.

O histórico da empresa não é recente. Em 2020, reportagens publicadas pelo Jornal Opção apontaram que a Log Lab havia sido alvo de investigação relacionada à Operação Negociatas, que alcançou pessoas e empresas suspeitas de envolvimento em possíveis irregularidades relacionadas a contratos públicos em Goiás.

Segundo levantamento divulgado à época, a empresa havia firmado contratos milionários com órgãos do Governo de Goiás. Somente em 2018, os contratos mencionados na reportagem ultrapassavam R$ 16 milhões. Um dos processos envolvia ainda uma licitação de aproximadamente R$ 80 milhões.

As apurações também alcançaram contratos firmados com a então Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento. Segundo o levantamento jornalístico, dois contratos assinados em agosto de 2018 somavam mais de R$ 8,5 milhões.

O caso chamou atenção porque os procedimentos licitatórios haviam sido questionados por órgãos de controle. À época, a Controladoria-Geral do Estado teria recomendado medidas relacionadas às atas de registro de preços, enquanto a empresa recorreu ao Judiciário.

Investigação em Goiás

Outro registro publicado pelo Jornal Opção, em julho de 2020, informou que a Controladoria-Geral do Estado de Goiás havia instaurado comissão para investigar possíveis irregularidades em contratos envolvendo a Log Lab.

É importante ressaltar que investigação ou procedimento administrativo não significa condenação. A existência de uma apuração demonstra apenas que órgãos competentes identificaram questões que precisavam ser esclarecidas.

O episódio, contudo, integra o histórico público da empresa e voltou a ganhar relevância diante de novas investigações envolvendo contratos públicos.

Novos questionamentos em Mato Grosso

Em Mato Grosso, a Log Lab também passou a ser citada em investigações relacionadas a contratos firmados com a Prefeitura de Cuiabá.

Segundo reportagem publicada pelo Centro Oeste Popular, a Polícia Federal apura contratos e movimentações financeiras envolvendo a empresa e o município. A apuração inclui pagamentos que, segundo os investigadores, chegaram a aproximadamente R$ 52,8 milhões no período analisado.

A investigação também teria identificado transferências financeiras consideradas suspeitas e questionamentos sobre a comprovação de determinados serviços.

A empresa, por sua vez, nega irregularidades e afirma que os serviços contratados foram efetivamente prestados e que suas atividades ocorreram dentro da legalidade.

A questão da imprensa

É nesse contexto que surge uma nova discussão: relatos de que veículos de comunicação teriam sofrido pressão para retirar ou modificar reportagens envolvendo o empresário e a empresa.

Caso existam notificações, mensagens, gravações ou outros documentos que comprovem pedidos para retirar conteúdos jornalísticos, esses materiais precisam ser analisados e apresentados de forma transparente.

Não se pode afirmar, sem documentação, que houve intimidação. Entretanto, qualquer tentativa comprovada de impedir a publicação de informações de interesse público merece atenção, especialmente quando o assunto envolve contratos públicos, dinheiro público e investigações oficiais.

A liberdade de imprensa assegura aos veículos de comunicação o direito de investigar e publicar informações de interesse coletivo, respeitando, naturalmente, o direito de resposta, a presunção de inocência e os limites estabelecidos pela legislação.

O passado não pode ser apagado

O histórico da Log Lab em Goiás demonstra que os questionamentos envolvendo a empresa não começaram agora. As reportagens publicadas em 2020 já registravam investigações e contratos de valores expressivos.

Anos depois, a empresa voltou a aparecer em investigações relacionadas a contratos públicos em Mato Grosso.

Isso não significa que as acusações estejam comprovadas ou que qualquer pessoa citada seja culpada. A responsabilidade criminal depende de investigação, provas e, quando for o caso, decisão judicial definitiva.

Mas também significa que os fatos registrados oficialmente não deixam de existir simplesmente porque passaram alguns anos.

Direito de resposta

Fernando Fernandes e a Log Lab devem ter espaço para apresentar sua versão sobre os fatos, especialmente diante de qualquer acusação de pressão sobre veículos de comunicação.

Se houver documentos que demonstrem que as reportagens divulgadas são incorretas, cabe à empresa apresentá-los publicamente e buscar os mecanismos legais disponíveis.

Da mesma forma, se houver documentos que comprovem tentativa de retirada de matérias, eles deverão ser analisados e divulgados com responsabilidade jornalística.

Perguntas que permanecem

O caso levanta questionamentos que precisam ser respondidos:

Houve efetivamente algum pedido para que reportagens fossem retiradas?

Quem fez eventual contato com os veículos de comunicação?

Existem notificações extrajudiciais, mensagens ou documentos que comprovem a pressão alegada?

Quais foram os resultados das apurações realizadas em Goiás?

Quais são os atuais desdobramentos das investigações envolvendo contratos da Log Lab em Mato Grosso?

Houve arquivamento, indiciamento, denúncia ou decisão judicial definitiva em algum dos procedimentos citados?

São perguntas que merecem respostas documentadas.

Enquanto as investigações não forem concluídas, qualquer conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal seria precipitada. Mas o histórico de apurações envolvendo contratos públicos é um fato que pode ser acompanhado pela sociedade e pela imprensa.

A transparência, nesse caso, interessa a todos — empresa, órgãos públicos, imprensa e principalmente ao cidadão que paga a conta dos contratos públicos.Log Lab volta ao centro das atenções e histórico de Goiás é relembrado em meio a questionamentos sobre pressão contra imprensa

Empresa ligada ao empresário Fernando Fernandes já foi alvo de apurações em Goiás e atualmente aparece em investigações relacionadas a contratos públicos em Mato Grosso

O nome do empresário Fernando Fernandes, ligado à empresa Log Lab Inteligência Digital, volta ao centro do debate público em meio à repercussão de investigações envolvendo contratos da companhia com órgãos públicos.

O histórico da empresa não é recente. Em 2020, reportagens publicadas pelo Jornal Opção apontaram que a Log Lab havia sido alvo de investigação relacionada à Operação Negociatas, que alcançou pessoas e empresas suspeitas de envolvimento em possíveis irregularidades relacionadas a contratos públicos em Goiás.

Segundo levantamento divulgado à época, a empresa havia firmado contratos milionários com órgãos do Governo de Goiás. Somente em 2018, os contratos mencionados na reportagem ultrapassavam R$ 16 milhões. Um dos processos envolvia ainda uma licitação de aproximadamente R$ 80 milhões.

As apurações também alcançaram contratos firmados com a então Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento. Segundo o levantamento jornalístico, dois contratos assinados em agosto de 2018 somavam mais de R$ 8,5 milhões.

O caso chamou atenção porque os procedimentos licitatórios haviam sido questionados por órgãos de controle. À época, a Controladoria-Geral do Estado teria recomendado medidas relacionadas às atas de registro de preços, enquanto a empresa recorreu ao Judiciário.

Investigação em Goiás

Outro registro publicado pelo Jornal Opção, em julho de 2020, informou que a Controladoria-Geral do Estado de Goiás havia instaurado comissão para investigar possíveis irregularidades em contratos envolvendo a Log Lab.

É importante ressaltar que investigação ou procedimento administrativo não significa condenação. A existência de uma apuração demonstra apenas que órgãos competentes identificaram questões que precisavam ser esclarecidas.

O episódio, contudo, integra o histórico público da empresa e voltou a ganhar relevância diante de novas investigações envolvendo contratos públicos.

Novos questionamentos em Mato Grosso

Em Mato Grosso, a Log Lab também passou a ser citada em investigações relacionadas a contratos firmados com a Prefeitura de Cuiabá.

Segundo reportagem publicada pelo Centro Oeste Popular, a Polícia Federal apura contratos e movimentações financeiras envolvendo a empresa e o município. A apuração inclui pagamentos que, segundo os investigadores, chegaram a aproximadamente R$ 52,8 milhões no período analisado.

A investigação também teria identificado transferências financeiras consideradas suspeitas e questionamentos sobre a comprovação de determinados serviços.

A empresa, por sua vez, nega irregularidades e afirma que os serviços contratados foram efetivamente prestados e que suas atividades ocorreram dentro da legalidade.

A questão da imprensa

É nesse contexto que surge uma nova discussão: relatos de que veículos de comunicação teriam sofrido pressão para retirar ou modificar reportagens envolvendo o empresário e a empresa.

Caso existam notificações, mensagens, gravações ou outros documentos que comprovem pedidos para retirar conteúdos jornalísticos, esses materiais precisam ser analisados e apresentados de forma transparente.

Não se pode afirmar, sem documentação, que houve intimidação. Entretanto, qualquer tentativa comprovada de impedir a publicação de informações de interesse público merece atenção, especialmente quando o assunto envolve contratos públicos, dinheiro público e investigações oficiais.

A liberdade de imprensa assegura aos veículos de comunicação o direito de investigar e publicar informações de interesse coletivo, respeitando, naturalmente, o direito de resposta, a presunção de inocência e os limites estabelecidos pela legislação.

O passado não pode ser apagado

O histórico da Log Lab em Goiás demonstra que os questionamentos envolvendo a empresa não começaram agora. As reportagens publicadas em 2020 já registravam investigações e contratos de valores expressivos.

Anos depois, a empresa voltou a aparecer em investigações relacionadas a contratos públicos em Mato Grosso.

Isso não significa que as acusações estejam comprovadas ou que qualquer pessoa citada seja culpada. A responsabilidade criminal depende de investigação, provas e, quando for o caso, decisão judicial definitiva.

Mas também significa que os fatos registrados oficialmente não deixam de existir simplesmente porque passaram alguns anos.

Direito de resposta

Fernando Fernandes e a Log Lab devem ter espaço para apresentar sua versão sobre os fatos, especialmente diante de qualquer acusação de pressão sobre veículos de comunicação.

Se houver documentos que demonstrem que as reportagens divulgadas são incorretas, cabe à empresa apresentá-los publicamente e buscar os mecanismos legais disponíveis.

Da mesma forma, se houver documentos que comprovem tentativa de retirada de matérias, eles deverão ser analisados e divulgados com responsabilidade jornalística.

Perguntas que permanecem

O caso levanta questionamentos que precisam ser respondidos:

Houve efetivamente algum pedido para que reportagens fossem retiradas?

Quem fez eventual contato com os veículos de comunicação?

Existem notificações extrajudiciais, mensagens ou documentos que comprovem a pressão alegada?

Quais foram os resultados das apurações realizadas em Goiás?

Quais são os atuais desdobramentos das investigações envolvendo contratos da Log Lab em Mato Grosso?

Houve arquivamento, indiciamento, denúncia ou decisão judicial definitiva em algum dos procedimentos citados?

São perguntas que merecem respostas documentadas.

Enquanto as investigações não forem concluídas, qualquer conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal seria precipitada. Mas o histórico de apurações envolvendo contratos públicos é um fato que pode ser acompanhado pela sociedade e pela imprensa.

A transparência, nesse caso, interessa a todos — empresa, órgãos públicos, imprensa e principalmente ao cidadão que paga a conta dos contratos públicos.


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