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POLÍTICA Terça-feira, 08 de Setembro de 2026, 10:51 - A | A

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ELEIÇÃO 2026

Aliados de Wellington Fagundes ensaiam debandada e apoio a Otaviano Pivetta; movimento pode mexer no tabuleiro eleitoral de Mato Grosso

Mudanças de grupo, aproximações e conversas de bastidores começam a redesenhar o cenário para a disputa pelo Governo de Mato Grosso

Tangará Online
Redação

Reprodução

pivetta e wellington

A disputa pelo Governo de Mato Grosso começa a ganhar novos contornos com a intensificação das articulações entre grupos políticos. Nos bastidores, lideranças que mantêm proximidade com o senador Wellington Fagundes passaram a ser citadas em conversas sobre uma possível aproximação com o vice-governador Otaviano Pivetta.

Até o momento, o movimento não representa uma ruptura formal de todo o grupo ligado a Wellington. As negociações ainda estão em andamento e, antes da definição das candidaturas e alianças, é comum que lideranças mantenham diálogo com diferentes pré-candidatos.

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Mesmo assim, eventuais mudanças de apoio podem ter impacto na disputa, principalmente se envolverem prefeitos, deputados, vereadores, dirigentes partidários ou lideranças com influência regional.

A formação de alianças deverá ser um dos principais fatores da eleição estadual. Além da escolha dos candidatos ao Governo, os partidos precisarão definir estratégias para as duas vagas ao Senado e para a disputa proporcional.

Nesse cenário, a capacidade de cada pré-candidato de reunir grupos políticos de diferentes regiões pode fazer diferença na campanha.

Pivetta busca ampliar sua base para além dos setores que tradicionalmente estiveram próximos de seu grupo. Uma eventual adesão de lideranças atualmente alinhadas a Wellington poderia reforçar sua estrutura eleitoral e ampliar sua presença em municípios onde a disputa ainda está aberta.

Por outro lado, Wellington terá como desafio preservar sua base e evitar que eventuais mudanças individuais se transformem em uma sequência maior de afastamentos.

Apesar do peso das alianças, uma declaração de apoio de uma liderança não significa, necessariamente, transferência automática de votos.

Prefeitos, deputados e vereadores podem exercer influência sobre seus grupos políticos, mas o eleitor não é obrigado a seguir a orientação de uma liderança. Por isso, o peso de cada adesão depende também da capacidade de mobilização, da presença regional e da reputação política de quem anuncia o apoio.

Ainda assim, uma rede de aliados pode oferecer vantagens importantes durante uma campanha, como estrutura nos municípios, organização de eventos, articulação regional e maior presença política.

A disputa pelo Governo também deverá ser fortemente influenciada pelas articulações no interior de Mato Grosso.

Tanto Wellington quanto Pivetta possuem trajetória política construída em diferentes regiões do Estado. A capacidade de montar palanques municipais e reunir lideranças locais será um dos desafios das duas pré-candidaturas.

A capital, naturalmente, terá peso eleitoral, mas uma campanha competitiva precisará alcançar diferentes regiões e dialogar com eleitorados que possuem características econômicas e políticas distintas.

Por isso, a mudança de posição de uma liderança regional pode ter importância estratégica, principalmente quando ela estiver inserida em uma rede política formada por prefeitos, vereadores e outras lideranças municipais.

Com uma longa trajetória política em Mato Grosso, Wellington Fagundes terá pela frente o desafio de manter unificado o grupo que pretende sustentar seu projeto eleitoral.

Qualquer perda de aliados considerados estratégicos poderá ser explorada pelos adversários como sinal de enfraquecimento. Ao mesmo tempo, a permanência de lideranças importantes ao seu lado poderá funcionar como demonstração de força e estabilidade.

O impacto dependerá, portanto, da dimensão dos eventuais movimentos.

Uma saída isolada dificilmente altera sozinha uma eleição. Já uma sequência de adesões de nomes com influência em diferentes regiões pode mudar a percepção sobre a capacidade de crescimento de uma candidatura.

Para Pivetta, o desafio será converter eventuais aproximações em uma estrutura política capaz de sustentar uma campanha estadual.

O vice-governador poderá utilizar sua experiência na administração estadual como parte de sua estratégia eleitoral, ao mesmo tempo em que precisará apresentar um projeto capaz de atrair grupos que não fazem parte de sua base tradicional.

Nesse processo, cada nova aliança poderá ser analisada não apenas pelo nome envolvido, mas pela capacidade de agregar apoio em determinada região.

As duas vagas ao Senado que estarão em disputa em 2026 também devem entrar nas negociações entre os grupos.

A formação das chapas majoritárias poderá aproximar ou afastar lideranças, já que partidos e candidatos precisarão conciliar interesses nas disputas pelo Governo, Senado e Assembleia Legislativa.

Com isso, uma eventual mudança de grupo não necessariamente estará relacionada apenas à escolha do candidato ao Palácio Paiaguás. As negociações podem envolver projetos para diferentes cargos e alianças partidárias mais amplas.

Apesar das movimentações nos bastidores, o cenário eleitoral ainda não está definido. Apoios podem ser anunciados, retirados ou redirecionados até que as candidaturas e alianças sejam formalizadas.

Por isso, uma eventual aproximação entre aliados de Wellington e Pivetta deve ser observada pelo tamanho e pela relevância política das adesões, e não apenas pela quantidade de nomes envolvidos.

O principal efeito de uma mudança de grupo pode ocorrer quando ela passa a influenciar outras lideranças. Uma adesão pode estimular novas conversas e alterar a percepção sobre qual candidatura tem maior capacidade de crescimento.

Por enquanto, o que existe é um cenário de articulação e disputa por espaço.

As próximas definições partidárias e as alianças que serão efetivamente formalizadas deverão mostrar se as atuais conversas representam apenas movimentos pontuais ou o início de uma mudança mais ampla no tabuleiro eleitoral de Mato Grosso.


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