10 de Junho de 2026

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POLÍCIA Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 15:11 - A | A

Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 15h:11 - A | A

CONFESSOU O CRIME

Feminicida é preso após matar e queimar o corpo de mulher ao ter relação sexual negada

Imagens de segurança e depoimento do investigado reforçam a tese de feminicídio

Ana Carolina Guerra
Tangará Online
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A investigação sobre a morte de Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos, revelou que o crime ocorreu após a vítima desistir de um programa sexual que havia sido combinado com o suspeito, Gabryel Junio de Almeida Dirceu, de 20 anos. Preso na segunda-feira (8), confessou o assassinato e passou a ser investigado por feminicídio.

Segundo as apurações, Josivany e Gabryel não possuíam qualquer vínculo anterior. Os dois se conheceram na noite de 31 de maio, em uma praça na região central de Várzea Grande, onde iniciaram uma conversa que terminou em um acordo para a realização de um programa sexual em troca de dinheiro e drogas.

Após o encontro, ambos seguiram para uma residência abandonada, onde consumiram entorpecentes. No entanto, antes que a relação acontecesse, Josivany decidiu não prosseguir com o combinado e tentou deixar o local.

A mudança de decisão da vítima é apontada pelos investigadores como o fator que desencadeou a violência. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o momento em que ela caminha pela rua ao lado do suspeito pouco antes do crime. Nas gravações, ele aparece conduzindo a mulher até uma área de mata, onde ocorreram as agressões.

Durante interrogatório, o suspeito alegou ter sido ameaçado com uma faca pela vítima. A versão, porém, apresenta inconsistências, segundo a investigação. Um dos pontos destacados é que, nas imagens analisadas, Gabryel aparece carregando a bolsa de Josivany, o que contraria parte de seu relato.

Os investigadores também apontam que os registros reforçam a ausência de consentimento da vítima para a relação sexual naquele momento, fortalecendo a hipótese de feminicídio motivado pela recusa da mulher.

Outro elemento que chamou a atenção durante o depoimento foi a afirmação do próprio suspeito de que teria ateado fogo na vítima. A informação será confrontada com os laudos periciais para determinar se ela ainda estava viva quando o incêndio foi provocado.

Inicialmente, a polícia trabalhava com a hipótese de ocultação de cadáver. No entanto, diante das novas informações obtidas após a prisão, a investigação busca esclarecer se outros crimes, como tortura, também podem ter sido praticados.

As diligências apontaram ainda que o suspeito tentou dificultar sua identificação. Câmeras de segurança registraram que ele entrou na área do crime usando determinadas roupas e deixou o local cerca de uma hora depois com vestimentas diferentes. A suspeita é de que ele tenha trocado de roupa em uma construção abandonada próxima antes de descartar as peças utilizadas durante a ação.

O corpo de Josivany foi encontrado na manhã de 1º de junho em um terreno baldio no bairro Centro-Sul, após um incêndio mobilizar equipes de emergência. A vítima estava parcialmente carbonizada, sem roupas e apresentava lesões na cabeça. O corpo ainda estava coberto por objetos, o que levantou suspeitas de tentativa de ocultação.

Após dias de investigação, o suspeito foi localizado e preso. Durante o deslocamento para a delegacia, ele indicou onde havia escondido as roupas usadas no dia do crime. O material foi apreendido e encaminhado para perícia.

Gabryel permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso e concluir o inquérito policial.


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