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POLÍTICA Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 14:58 - A | A

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FRAUDES JUDICIAIS

Após ser alvo da PF, Faissal publica vídeo em tom de deboche nas redes sociais "Que horas são ai no meu rolex"

Parlamentar afirmou estar tranquilo diante das investigações

Ana Carolina Guerra
Tangará Online
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O deputado estadual Faissal Calil voltou a se manifestar nas redes sociais após se tornar alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na segunda-feira (8), que apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais em Mato Grosso.

Em vídeo publicado nos stories de uma rede social, o parlamentar aparece em Várzea Grande e faz comentários interpretados como deboche diante da repercussão da investigação. Na gravação, ele afirma que costuma estar no município todas as segundas-feiras, em referência às informações divulgadas após a operação.

"Que horas são ai no meu Rolex? Toda segunda-feira estou em Várzea Grande", afirma. 

Faissal teve mandado de busca e apreensão cumprido em sua residência durante a ofensiva da Polícia Federal. Segundo relatório da investigação, o deputado é apontado como suposto articulador para o direcionamento de uma ação possessória ao desembargador afastado Dirceu dos Santos, que também figura entre os investigados.

As apurações tiveram origem em uma denúncia relacionada a um conflito fundiário envolvendo a Gleba Santo Expedito, no município de Cláudia. O documento encaminhado às autoridades relatava a suspeita de pagamento de R$ 1 milhão para favorecer uma empresa madeireira em uma disputa judicial envolvendo posse de terras.

De acordo com o relatório, após decisões favoráveis aos trabalhadores rurais em primeira instância, o processo chegou ao desembargador investigado, que posteriormente proferiu decisão favorável à empresa. A investigação busca esclarecer se houve irregularidades na tramitação e distribuição do recurso dentro do Tribunal de Justiça.

Ainda segundo os investigadores, Faissal teria atuado no caso após deixar o cargo de assessor no gabinete do magistrado e passar a atuar como advogado habilitado nos autos do processo.

Após a operação, o parlamentar afirmou que recebeu os agentes "com tranquilidade" e declarou que está à disposição para prestar esclarecimentos. Ele também negou manter qualquer relação financeira com o desembargador investigado e afirmou que não possui contato com ele desde que assumiu o mandato na Assembleia Legislativa.

A Operação Gemini investiga um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e ocultação de recursos de origem ilícita. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos itens como joias, uma arma de fogo, munições e um relógio de luxo. Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

As investigações seguem em andamento e, até o momento, não há condenação dos alvos citados na operação. Todos os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Veja vídeo:

 
 

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