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GERAL Sábado, 01 de Agosto de 2026, 11:00 - A | A

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AVANÇO NA CONSCIENTIZAÇÃO

Casos de feminicídio têm queda de 14,75% no segundo trimestre de 2026 no Brasil

Operação Mulher Segura ampliou prisões, medidas protetivas e atendimento às vítimas

Tangará Online
Redação
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Christiano Antonucci

Combate à violência contra a mulher e feminicídio.jpg

O Brasil registrou uma redução de 14,75% nos casos de feminicídio durante o segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento foi apresentado durante um evento em Brasília que reuniu representantes do governo federal para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher.

De acordo com os números apresentados, 400 mulheres foram vítimas de feminicídio no primeiro trimestre do ano. No período seguinte, o total caiu para 341 registros, representando uma redução de 59 casos entre os dois intervalos analisados.

Os dados foram divulgados junto aos resultados da Operação Mulher Segura, iniciativa nacional voltada ao combate à violência de gênero, com ações direcionadas tanto à responsabilização de agressores quanto ao atendimento e proteção das vítimas.

A operação, iniciada em março deste ano, foi estruturada em duas fases e passou a integrar uma estratégia permanente de enfrentamento à violência contra a mulher. As medidas incluem campanhas de conscientização, cumprimento de mandados de prisão, acompanhamento de medidas protetivas e ações preventivas.

Na primeira fase da operação, foram realizadas 6.328 prisões, além do atendimento a 38.801 vítimas e acompanhamento de 30.388 medidas protetivas de urgência. A mobilização envolveu 40.097 agentes de segurança e alcançou 2.615 municípios, com a realização de 6.785 campanhas educativas.

Já na segunda etapa, os números ampliaram a atuação das forças de segurança. Foram registradas 15.428 prisões, 57.580 vítimas atendidas e 29.112 medidas protetivas acompanhadas. A ação mobilizou 58.596 profissionais e chegou a 4.379 municípios, com 7.726 campanhas de conscientização realizadas.

Apesar da redução registrada no período, os dados reforçam a necessidade de manter políticas permanentes de prevenção e combate à violência doméstica e familiar, especialmente com ações voltadas à proteção rápida das vítimas e à responsabilização dos autores.

As medidas protetivas de urgência continuam sendo apontadas como uma das principais ferramentas para interromper ciclos de violência e evitar o agravamento das agressões, incluindo situações que podem resultar em feminicídio.


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