As articulações para a eleição de 2026 em Mato Grosso ganharam um novo capítulo com o avanço das conversas entre o Partido Liberal (PL) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para a formação de uma aliança estadual. As siglas trabalham na construção de uma chapa majoritária para disputar o Governo do Estado e fazer frente ao grupo que apoia a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
O desenho em discussão tem como principal nome para a disputa ao Palácio Paiaguás o senador Wellington Fagundes (PL). A estratégia também envolve uma composição considerada forte para o Senado, com a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o senador José Medeiros (PL) cotados para concorrer às duas vagas que estarão em disputa em 2026.
Além do PL e MDB, o Novo deve integrar o grupo. A sigla negocia indicar o empresário Marcelo Maluf para ocupar a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Wellington Fagundes.
Apesar do avanço das tratativas, o acordo ainda depende de reuniões finais entre as lideranças partidárias antes da oficialização. A expectativa é que os próximos encontros definam os últimos detalhes da composição.
A movimentação ganhou força após a disputa interna no União Brasil, que terminou com a escolha do grupo favorável ao apoio à candidatura de Otaviano Pivetta. O resultado reduziu as chances do senador Jayme Campos de liderar o projeto da legenda para o Governo do Estado e abriu espaço para novas articulações políticas.
Após a decisão do União Brasil, aliados de Jayme Campos e Janaina Riva passaram a discutir alternativas para a disputa estadual. Entre os nomes avaliados esteve o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), que chegou a ser cogitado para encabeçar uma candidatura ao Governo.
A possibilidade, no entanto, não avançou, e Max Russi deve manter o projeto de disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa.
A convenção estadual do MDB, marcada para terça-feira (4), passou a ser tratada como um momento importante para o anúncio do novo cenário político. Caso confirmada, a aliança entre PL, MDB e Novo deve redesenhar a disputa eleitoral em Mato Grosso e ampliar o número de grupos organizados na corrida pelo comando do Estado.



