A imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue sendo avaliada de forma negativa pela maioria dos brasileiros, segundo a mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. O levantamento aponta que 57,4% dos entrevistados têm uma percepção desfavorável do líder norte-americano, enquanto 35,3% avaliam sua atuação de forma positiva.
Outros 7,5% dos participantes afirmaram não saber como avaliar Trump. O resultado representa uma queda na avaliação positiva do presidente dos Estados Unidos em comparação com a pesquisa anterior, realizada em junho, quando 41,7% dos entrevistados tinham uma opinião favorável e 54,8% uma visão negativa.
A nova rodada da pesquisa mostra uma retomada dos índices de rejeição registrados em períodos de maior tensão entre Brasil e Estados Unidos. O levantamento foi realizado após a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano, medida que ampliou os atritos diplomáticos entre os dois países.
A pesquisa também questionou a percepção dos brasileiros sobre os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Para 49,2% dos entrevistados, as medidas não representam ameaça à soberania nacional. Já 47,7% avaliam que as ações norte-americanas colocam em risco a autonomia do Brasil. Outros 3,2% não souberam responder.
Em relação ao Pix, sistema brasileiro de pagamentos que passou a ser citado nas discussões entre os governos, a maioria dos entrevistados não acredita que haja uma ameaça direta. Do total, 38,4% afirmaram não ver risco, enquanto 22,1% apontaram pouca ameaça, 16% indicaram algum risco e 19,7% consideraram que existe uma ameaça grave ao sistema.
O levantamento foi divulgado em meio a novos episódios de tensão entre Brasília e Washington. O governo brasileiro confirmou recentemente a negativa de vistos para autoridades norte-americanas que pretendiam viajar ao Brasil. Segundo declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a visita teria relação com questões envolvendo o processo eleitoral brasileiro, enquanto representantes dos Estados Unidos negaram qualquer intenção de interferência.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.021 eleitores brasileiros entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro estimada é de um ponto percentual para mais ou para menos, e o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.



