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POLÍTICA Segunda-feira, 03 de Agosto de 2026, 10:12 - A | A

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NÃO VAI CAIR NA ARMADILHA

“O problema é que a população continua enfrentando transtornos enquanto o cronograma segue sendo adiado”, afirma Lúdio Cabral

Deputado afirma que foco do debate deve ser a conclusão da obra e questiona aumento no custo das estações

Ana Carolina Guerra
Tangará Online

Reprodução

Lúdio

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) voltou a cobrar explicações do Governo de Mato Grosso sobre o andamento das obras do Bus Rapid Transit (BRT), defendendo que o debate permaneça centrado nos atrasos, nos custos do empreendimento e na previsão de entrega do sistema para a população de Cuiabá e Várzea Grande.

O parlamentar evitou comentar declarações recentes envolvendo seu nome e afirmou que não pretende desviar o foco das discussões sobre o transporte coletivo.

"Não vou cair nessa armadilha. O que precisamos debater é o problema da obra atrasada do BRT, que há quase oito anos vem sacrificando a população de Cuiabá e Várzea Grande", afirmou.

Segundo Lúdio, cabe à Casa de Leis fiscalizar a execução da obra e cobrar do Executivo o cumprimento dos prazos anunciados desde o início do projeto. Para ele, o governo ainda não apresentou respostas convincentes sobre quando o sistema começará a operar.

"O governador precisa responder quando o BRT vai entrar em funcionamento para atender a população. Essa é a principal pergunta que continua sem resposta", declarou.

O deputado também voltou a questionar o custo das futuras estações do sistema. De acordo com ele, os valores previstos sofreram aumento expressivo em um curto intervalo de tempo, sem justificativas técnicas suficientes.

O deputado citou que um edital previa investimento de R$ 68 milhões para a construção de 77 estações, enquanto, poucos meses depois, o custo passou para R$ 120 milhões. "As explicações apresentadas são muito frágeis. Alegar que esse aumento ocorreu por causa da espessura do vidro, do tipo de ar-condicionado ou da quantidade de portas não justifica praticamente dobrar o valor da obra. Cada estação custará, no mínimo, R$ 1,5 milhão", criticou.

Na avaliação do parlamentar, o governo precisa esclarecer as suspeitas envolvendo os custos do empreendimento e garantir transparência sobre a aplicação dos recursos públicos.

Lúdio também rebateu as críticas de parlamentares da base governista que classificaram os questionamentos como uma tentativa de desviar o foco do debate. Segundo o deputado, quem busca desviar a atenção é o próprio governo ao evitar responder sobre os atrasos e os custos da obra. Ele ressaltou ainda que a população continua enfrentando transtornos enquanto o cronograma segue sendo sucessivamente adiado.

O deputado lembrou ainda que a substituição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo BRT foi anunciada em 2020 com a promessa de conclusão até dezembro de 2022. Passados quase quatro anos do prazo inicialmente previsto, o sistema segue sem entrar em operação.

Para Lúdio, a prioridade agora deve ser esclarecer os gastos, concluir as obras e entregar um sistema de transporte eficiente para a população da região metropolitana.


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