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POLÍTICA Terça-feira, 15 de Setembro de 2026, 11:40 - A | A

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(DE)FICIÊNCIA PÚBLICA

“Nosso país nunca será de 1º mundo com administração pública de 3º padrão”, diz Mauro

Candidato ao Senado defende simplificação de regras, documento único e redução da burocracia para melhorar ambiente de negócios

Tangará Online
Redação

Felipe Barros

mauro mendes

O candidato ao Senado Mauro Mendes (União) defendeu uma redução da burocracia e mudanças na administração pública como caminho para melhorar o ambiente de negócios e permitir que o Brasil avance economicamente. Ele foi um dos sabatinados no evento “Diálogos com os Candidatos”, promovido pela CDL Cuiabá, Fenabrave-MT, Sindipetróleo e Abrasel, na noite de segunda-feira (14.09). Também foram ouvidos o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, e a candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP).

“Nós nunca seremos um país de primeiro mundo com uma administração pública de terceiro padrão. Você não vai encontrar nenhuma empresa que prosperou se a sua administração não for eficiente. Isso não existe. Por trás das grandes empresas existem gestores, donos e administrações eficientes e competentes. O governo brasileiro, infelizmente, com a burocracia e tudo que nós temos, é extremamente deficiente. Uma grande contribuição que pretendo dar é ajudar a tornar a administração pública mais eficiente”, afirmou.

A discussão sobre ambiente de negócios foi levada aos candidatos por entidades que representam uma parcela significativa da atividade econômica de Mato Grosso. O presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnan, afirmou que os quatro setores reunidos no evento concentram mais de 40% da mão de obra ligada ao comércio e aos serviços e respondem por quase 50% dos impostos arrecadados no Estado.

“São setores importantes na economia do Estado e diretamente ligados aos empresários que fazem o desenvolvimento de Mato Grosso. São entidades que têm uma interação muito grande com as empresas. Então, nada mais justo do que fazermos esse evento para ouvir os candidatos ao Governo e ao Senado”, afirmou Macagnan.

Mauro defendeu, entre as medidas para melhorar esse ambiente, mudanças que simplifiquem procedimentos e reduzam a quantidade de documentos e registros exigidos atualmente dos brasileiros. Para ele, reduzir entraves também significa diminuir custos para empresas e cidadãos.

“A burocracia leva à ineficiência e a ineficiência leva a custos. O ambiente de negócios no país pode melhorar a partir do momento em que a gente simplifica. Para simplificar, tem que ter coragem para tomar medidas disruptivas”, disse.

Entre as medidas defendidas pelo candidato está a concentração dos diferentes registros pessoais e profissionais em um único documento. Mauro citou CPF, RG, carteira de motorista, cartão do SUS e registros de conselhos profissionais como informações que poderiam estar vinculadas a uma única identificação.

“Se eu tivesse o poder de determinar, todo mundo deveria ter apenas um documento. Eu não preciso ter carteira da OAB, do CREA ou de cada conselho. Tem um documento único e indexa nele tudo o que precisa estar registrado. Se tirou carteira de motorista, está lá que aquela pessoa está habilitada. Se é engenheiro, médico ou qualquer outro profissional, essa informação também estaria vinculada ao mesmo documento”, defendeu.

Mauro afirmou ainda que a multiplicidade de registros é reflexo do que classificou como uma cultura cartorial que precisa ser enfrentada pelo Congresso. Para ele, interesses corporativos e resistência às mudanças dificultam iniciativas de simplificação no país.

“Tem que acabar com essa mania cartorial de todo mundo querer ter o seu poder. Se a gente não acabar com isso, vamos continuar sendo um país provinciano. O nosso ambiente econômico, seja no comércio ou nas relações entre empreendedores, está preso a um país extremamente burocrático e cartorial”, afirmou.

O candidato relacionou a proposta à experiência que teve à frente do Governo de Mato Grosso que recuperou a capacidade financeira do Estado e o aumento os investimentos, mas exigiu medidas de gestão e decisões que enfrentaram resistência. Ele pretende fazer o mesmo no Senado. Liderar discussões para mudanças na legislação que reduzam entraves, simplifiquem a relação entre cidadãos, empresas e poder público e aumentem a eficiência da administração brasileira.


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