O acesso a grandes shows sem a necessidade de pagar ingressos que custam centenas de reais foi um dos argumentos apresentados pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), ao comentar o financiamento de festas com dinheiro público. Para o parlamentar, as apresentações abertas à população têm importância social, mas a aplicação dos recursos precisa ser feita com planejamento.
O assunto foi abordado durante entrevista ao programa Primeira Página, na manhã de terça-feira (13). A discussão envolve principalmente as emendas parlamentares utilizadas para custear eventos e os valores pagos a artistas conhecidos nacionalmente.
Ao defender a realização de festividades, Max destacou que parte da população não consegue arcar com os preços cobrados em apresentações particulares. Como exemplo, mencionou shows de Gusttavo Lima, cujos ingressos, segundo ele, podem custar R$ 200, R$ 300 ou até R$ 400.
“Às vezes, numa festa, ele tem essa oportunidade”, afirmou o deputado ao explicar que os eventos gratuitos permitem que pessoas com menor poder aquisitivo também assistam a artistas de grande popularidade.
A defesa dos eventos culturais, segundo o posicionamento apresentado pelo parlamentar, não elimina a necessidade de avaliar os valores investidos. O financiamento de grandes apresentações com recursos públicos levanta questionamentos sobre os custos das contratações e as prioridades de gastos dos governos.
Nesse contexto, o desafio é conciliar o acesso da população à cultura com a utilização responsável do dinheiro público. As decisões sobre o financiamento precisam considerar os valores envolvidos e os benefícios que as festividades podem proporcionar às comunidades.
Além de atrair público, eventos desse tipo podem movimentar setores ligados ao comércio, à alimentação, aos serviços e ao turismo. O alcance desses benefícios, no entanto, depende das características de cada evento e da realidade econômica do município que o promove.
Durante a entrevista, Max Russi também argumentou que o lazer deve ter espaço na rotina das pessoas. O deputado citou a necessidade de equilibrar trabalho, religião e momentos de descanso e relacionou esse conjunto de atividades ao bem-estar psicológico.
“Eu, por exemplo, tenho que ir um pouco para a beira do rio”, comentou, ao explicar que também procura reservar tempo para atividades fora das obrigações profissionais.
A fala foi apresentada em meio à discussão sobre a importância das festas populares para a população. Para o parlamentar, momentos de lazer fazem parte de uma rotina equilibrada e contribuem para uma melhor qualidade de vida.
O debate sobre o uso de emendas parlamentares para financiar shows, porém, vai além da oferta de entretenimento. A discussão envolve a definição de prioridades, a transparência das contratações e a necessidade de demonstrar que os recursos públicos estão sendo utilizados de maneira responsável.



