A saída de Rogerinho da Dakar da presidência do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) ganhou um novo capítulo após o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmar que as imagens do vereador licenciado manuseando uma grande quantidade de dinheiro em espécie foram suficientes para justificar a troca no comando da autarquia. Mesmo dizendo ser amigo do ex-presidente do DAE, o parlamentar classificou o episódio como estranho e afirmou que a situação provocou desgaste político.
“Eu sou amigo do Rogerinho, mas aquilo ali foi muito estranho. As imagens que foram divulgadas, realmente, justificam a saída dele”, declarou Júlio durante entrevista.
A manifestação ocorreu antes de a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), confirmar oficialmente a mudança. Na terça-feira (18), a gestora anunciou a saída de Rogerinho do DAE e informou que ele retornaria à Câmara Municipal para reassumir o mandato de vereador.
Com o retorno ao Legislativo, Rogerinho também passou a exercer a função de líder do governo na Câmara, aproximando novamente o vereador licenciado das articulações políticas da administração municipal.
A troca no comando do DAE acontece em meio à repercussão de um vídeo que circulou nas redes sociais e colocou Rogerinho no centro de questionamentos. Nas imagens, ele aparece manuseando uma grande quantidade de dinheiro em espécie.
O vereador, posteriormente, afirmou que os valores exibidos no vídeo seriam provenientes de transações comerciais. A explicação, entretanto, não impediu que o episódio provocasse repercussão política e aumentasse a pressão sobre sua permanência à frente da autarquia.
Rogerinho chegou à presidência do DAE-VG em março deste ano, quando decidiu se licenciar do mandato de vereador para assumir o comando da autarquia.
A passagem pelo departamento, porém, terminou poucos meses depois, com o retorno ao Legislativo municipal.
Durante o período em que esteve à frente do DAE, Rogerinho ocupou uma posição considerada estratégica dentro da administração de Flávia Moretti. O departamento é responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município, áreas que frequentemente geram cobranças da população e pressão sobre o Executivo.
A saída, portanto, ocorre em um momento delicado para a administração municipal, que enfrenta problemas relacionados ao abastecimento e à estrutura dos serviços prestados pelo departamento.
Apesar de ter deixado a presidência, Rogerinho não rompeu com a gestão. Pelo contrário, retornou à Câmara para exercer uma função política de articulação com os vereadores.
A mudança preserva sua participação no grupo político da prefeita, mas encerra sua passagem pelo comando da autarquia.
O episódio que antecedeu a saída começou a ganhar força depois da circulação de imagens nas redes sociais.
No vídeo, Rogerinho aparece com uma grande quantia de dinheiro em espécie. A origem dos valores passou a ser questionada publicamente, especialmente porque ele ocupava um cargo de direção em uma autarquia municipal.
Rogerinho afirmou que o dinheiro mostrado nas imagens seria resultado de atividades comerciais. A justificativa foi apresentada depois da repercussão do conteúdo.
Não há, no material apresentado, informação sobre eventual conclusão de investigação que tenha apontado irregularidade relacionada ao dinheiro exibido no vídeo. Por isso, a circulação das imagens e os questionamentos políticos não devem ser tratados como comprovação de crime ou de ilegalidade.
Foi justamente a repercussão do episódio, contudo, que passou a pressionar politicamente a permanência de Rogerinho no comando do DAE.
Júlio Campos avaliou que as imagens eram suficientemente problemáticas para justificar a mudança.
A declaração do deputado chama atenção também pelo fato de ele afirmar ter amizade com Rogerinho. Mesmo assim, Júlio decidiu tornar pública sua avaliação sobre o episódio e classificou a situação como “muito estranha”.
Para ocupar a presidência do DAE-VG, Flávia Moretti escolheu José Carlos, servidor que já integrava a estrutura do departamento.
Segundo a Prefeitura, o novo presidente possui perfil técnico e já conhece o funcionamento interno da autarquia.
A escolha ocorre em um momento em que o DAE precisa lidar com demandas relacionadas ao abastecimento de água e à prestação dos serviços de saneamento em Várzea Grande.
A expectativa é de que José Carlos dê continuidade às ações administrativas e técnicas do departamento enquanto a gestão municipal tenta enfrentar os problemas acumulados na área.
A mudança também representa uma tentativa de separar o comando da autarquia da repercussão política provocada pelo episódio envolvendo Rogerinho.
Com a escolha de um servidor que já fazia parte da estrutura do DAE, a Prefeitura optou por uma solução interna para substituir o vereador licenciado.
Além de comentar a saída de Rogerinho, Júlio Campos fez críticas mais amplas à condução da Prefeitura de Várzea Grande.
Segundo o deputado, a administração de Flávia Moretti já teria realizado cerca de 25 mudanças entre secretários e diretores desde o início da gestão.
Para Júlio, o número elevado de alterações chama atenção e pode indicar dificuldades na formação e manutenção da equipe responsável pela administração municipal.
A avaliação do parlamentar ocorre em um momento em que a prefeita vem promovendo mudanças em diferentes áreas da Prefeitura.
As substituições atingem cargos estratégicos e, segundo Júlio, contribuem para a percepção de instabilidade dentro do Executivo.
A prefeita, por outro lado, tem autonomia para definir sua equipe e promover alterações sempre que considerar necessário. A simples troca de integrantes da administração não significa, por si só, irregularidade ou incapacidade de gestão.
O debate político se concentra, portanto, nos motivos e nos resultados dessas mudanças.
Com a saída do DAE, Rogerinho volta a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Várzea Grande.
O retorno ocorre em uma posição diferente daquela que exercia antes da licença. Além de reassumir o mandato, ele passa a atuar como líder do governo no Legislativo.
A função coloca o vereador novamente no centro das articulações políticas da administração de Flávia Moretti.
Em vez de comandar uma autarquia, Rogerinho passa a ter como principal papel a interlocução entre o Executivo e os vereadores.
A mudança também permite que a prefeita mantenha o apoio político do vereador dentro da Câmara, apesar da saída dele de uma das principais estruturas da Prefeitura.
A mudança no comando do DAE não está relacionada apenas à repercussão envolvendo Rogerinho. A autarquia também enfrenta desafios estruturais antigos, principalmente em relação ao abastecimento de água.
Várzea Grande convive há anos com reclamações de moradores sobre falta d’água, interrupções no fornecimento e dificuldades na manutenção do sistema.
Por isso, o novo presidente terá pela frente uma série de problemas que vão além da questão política.
A escolha de José Carlos, servidor que já conhece o departamento, pode representar uma tentativa de dar continuidade técnica às ações em andamento.
Ao mesmo tempo, a pressão da população tende a permanecer sobre a Prefeitura e sobre o DAE, independentemente de quem esteja no comando.
A saída de Rogerinho encerra uma passagem curta pela presidência do DAE, mas o episódio ainda deve continuar repercutindo politicamente.
De um lado, a gestão municipal precisa explicar as mudanças frequentes em sua equipe e apresentar resultados nos serviços considerados essenciais. De outro, Rogerinho terá de administrar a repercussão das imagens e retomar sua atuação na Câmara.
A declaração de Júlio Campos acrescenta pressão ao episódio ao apontar que as imagens com dinheiro foram determinantes para considerar justificável a troca.
Apesar disso, a manifestação do deputado não equivale a uma acusação formal contra Rogerinho. O vereador afirma que os valores tinham origem em transações comerciais, e qualquer eventual irregularidade depende de apuração e comprovação pelas autoridades competentes.
Por enquanto, o fato concreto é que Rogerinho deixou o comando do DAE, José Carlos assumiu a autarquia e o vereador voltou à Câmara Municipal como líder do governo.
A mudança ocorre em meio a uma gestão marcada, segundo Júlio Campos, por sucessivas alterações no primeiro escalão e em cargos de direção. Para o deputado, o volume de trocas merece atenção e reforça a percepção de instabilidade administrativa.
O novo comando do DAE terá agora a tarefa de enfrentar os problemas do departamento e responder às cobranças relacionadas ao abastecimento, enquanto Rogerinho volta ao cenário político da Câmara e a Prefeitura tenta administrar os efeitos da mais recente mudança em sua equipe.



