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PERÍODO DE ESTIAGEM

Mato Grosso tem 12 incêndios florestais em combate e 257 focos de calor

Dados do Inpe mostram maior concentração de focos no Cerrado

Tangará Online
Redação

Rogério Florentino

queimada

Mato Grosso enfrenta neste sábado (22) uma nova frente de combate a incêndios florestais durante o período de estiagem. Segundo o Corpo de Bombeiros, 12 ocorrências permanecem em atendimento em dez municípios do Estado, enquanto outras oito foram consideradas extintas nas últimas 24 horas.

As chamas são combatidas em Santo Antônio de Leverger, Paranatinga, Ribeirão Cascalheira, Feliz Natal, Cláudia, Peixoto de Azevedo, Matupá, Santa Terezinha, Santa Carmem e São José do Rio Claro.

 

Em Santo Antônio de Leverger, três frentes de combate estão em andamento. Também há equipes atuando nas proximidades da MT-020, em Paranatinga, além dos demais municípios onde foram identificados incêndios ativos.

Nas últimas horas, ocorrências registradas em Jangada e Paranatinga foram consideradas extintas. Em Paranatinga, um dos incêndios atingiu uma área próxima à MT-130.

Outros focos que estavam sendo acompanhados em Aripuanã, Feliz Natal, Água Boa e Colniza também foram encerrados.

Em Colniza, três ocorrências chegaram a ser monitoradas antes de serem classificadas como extintas.

Já em Nova Santa Helena, o incêndio continua sendo tratado como controlado. Há pontos isolados de fogo, mas, segundo o monitoramento, não existe neste momento risco imediato de propagação. As equipes permanecem na região para evitar que as chamas voltem a ganhar força.

O incêndio ocorreu em uma área de assentamento sob responsabilidade da União. O governo estadual solicitou apoio federal para reforçar o combate, mas, até o momento, não houve retorno ao pedido.

Além dos incêndios confirmados, Mato Grosso contabilizou 257 focos de calor nas últimas 24 horas, segundo dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O levantamento, atualizado às 17h com dados do satélite de referência Aqua Tarde, aponta:

  • 151 focos no Cerrado;

  • 105 na Amazônia;

  • 1 no Pantanal.

As informações também apontam 115 focos de calor dentro de Terras Indígenas. Entre as áreas com maior número estão as Terras Indígenas Parabubure, Pimentel Barbosa, Sangradouro/Volta Grande, São Marcos e Marechal Rondon.

A presença de focos de calor, porém, não significa necessariamente que exista um incêndio florestal. O indicador representa uma área com temperatura elevada detectada por satélite e pode estar relacionado ou não à ocorrência de fogo.

Um incêndio é identificado a partir da análise conjunta dos focos e das condições observadas na região.

O período de proibição das queimadas em áreas rurais começou em 1º de julho e segue até 30 de novembro de 2026 nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Em áreas urbanas, a utilização do fogo é proibida durante todo o ano.

A restrição vale para atividades de limpeza e manejo de terrenos e busca reduzir o número de incêndios durante os meses mais secos, quando a vegetação fica mais suscetível à propagação das chamas.

Além do risco de incêndios de grandes proporções, queimadas irregulares podem causar problemas respiratórios, atingir propriedades e provocar danos à fauna e à vegetação.

A fiscalização ocorre também por meio da Operação Infravermelho, que utiliza imagens de satélite e outras ferramentas para localizar áreas onde há suspeita de uso irregular do fogo.

O monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, em Cuiabá. A estrutura acompanha pontos que podem representar risco de incêndio ou indicar que uma queimada já foi iniciada.

As ocorrências podem resultar tanto em ações de combate quanto em medidas de fiscalização e responsabilização quando houver indícios de infração.

Denúncias sobre queimadas e uso irregular do fogo podem ser feitas pelo 193, do Corpo de Bombeiros, ou pelo 190, da Polícia Militar.


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