O senador Jayme Campos (União), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, anunciou que vai apoiar o projeto que extingue a jornada de trabalho conhecida como escala 6x1 no Brasil. A manifestação foi feita por meio das redes sociais e ocorre após a proposta ser aprovada pela Câmara dos Deputados.
Na publicação, o parlamentar afirmou que pretende atuar para que o texto seja colocado em votação no Senado o mais rápido possível. Para entrar em vigor, a medida ainda precisa ser aprovada pelos senadores antes de seguir para sanção presidencial.
"Quero deixar bem claro minha posição para os trabalhadores de Mato Grosso. Sou a favor e vou votar no Senado pelo fim da Escala 6x1, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, exatamente como foi aprovada na Câmara", declarou.
O posicionamento chama atenção porque ocorre poucos dias após Jayme assinar, ao lado do senador Wellington Fagundes (PL), uma proposta que prevê a criação de um modelo alternativo de contratação fora das regras tradicionais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O projeto sugere um sistema baseado no pagamento por hora trabalhada, permitindo maior flexibilidade para negociações entre empregadores e empregados, desde que o valor pago por hora respeite o equivalente ao salário mínimo.
Agora, ao defender o fim da escala 6x1, Jayme argumenta que a redução da jornada semanal representa um avanço para os trabalhadores e pode contribuir para melhorar as condições de trabalho no país.
"O Brasil tem dimensões continentais e várias culturas e regras diferenciadas e assim também acontece no Mato Grosso que é maior do que muitos países. Existem várias nuances na relação entre patrão e empregado, por isso leis trabalhistas são importantes para assegurar os direitos e deveres tanto de quem emprega como de quem é empregado. Naquilo que for favorável ao trabalhador, sempre contou durante toda minha vida pública e privada e vai continuar contando com meu integral apoio", afirmou.
O texto aprovado pelos deputados estabelece a redução da jornada semanal para 40 horas, garantindo dois dias consecutivos de descanso. A proposta também prevê uma fase de transição de 14 meses.
Na primeira etapa, que entrará em vigor 60 dias após a promulgação da lei, a carga horária será reduzida para 42 horas semanais. Após um ano, ocorrerá a segunda fase, com a implementação definitiva da jornada de 40 horas por semana.



