O desembargador José Luiz Leite Lindote será o próximo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Atual corregedor-geral de Justiça, ele foi o único magistrado a se inscrever para disputar a Presidência da Corte no biênio 2027/2028.
Para a Vice-Presidência, o desembargador Gilberto Giraldelli também registrou candidatura única, o que consolida a futura composição da cúpula do Judiciário estadual.
Já a disputa pelo comando do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) será mais concorrida. Inscreveram-se os desembargadores Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, Mário Kono e Hélio Nishiyama. Nos bastidores do Judiciário, Jorge Luiz e Mário Kono são apontados como os principais nomes na corrida pela presidência da Justiça Eleitoral.
Na Corregedoria-Geral de Justiça, a disputa ficará entre a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos e o desembargador Rui Ramos. A expectativa é de uma eleição equilibrada, embora Helena Maria seja considerada favorita por magistrados que defendem maior participação feminina na direção do Tribunal.
As inscrições refletem um movimento interno de reorganização do TJMT, que busca fortalecer a estabilidade institucional após anos marcados por disputas sucessivas pelo comando da Corte e por desgastes provocados por investigações envolvendo magistrados.
Nesse cenário, a atuação de Lindote à frente da Corregedoria é vista por integrantes do Judiciário como um dos fatores que contribuíram para sua consolidação como nome de consenso. Sua gestão foi marcada por uma postura considerada firme em questões disciplinares e administrativas.
Órgão Especial
Também foram abertas inscrições para as vagas do Órgão Especial do TJMT. Disputam os cargos os desembargadores Deosdete Cruz, Hélio Nishiyama, José Zuquim, Luiz Octávio Saboia Ribeiro, Marcos Regenold, Mário Kono, Sebastião de Arruda Almeida, Serly Marcondes e Wesley Sanchez.
O Órgão Especial é composto por 15 desembargadores e tem a função de analisar matérias administrativas, disciplinares e processos de maior complexidade, contribuindo para dar maior celeridade às decisões da Corte.



