A candidata a senadora Janaina Riva (MDB) afirmou que não aceita mais ser usada somente como apoio político sem ser apoiada e que pretende chegar a Brasília para defender propostas de combate à violência, enfrentamento ao crime organizado e proteção às famílias. Em entrevista à Rádio Cidade de Alto Araguaia, ela disse que sua candidatura tem um projeto próprio para Mato Grosso e respondeu às críticas do deputado federal José Medeiros.
“Eu apoiei esse candidato nas últimas eleições. Ele mandou fazer material do PL com a minha foto e com a foto do presidente Bolsonaro. Eu só servi para apoiar, eu não sirvo para ser apoiada”, afirmou. “Eu vejo que, infelizmente, fui usada nas últimas eleições e agora eu não me permito mais ser usada.”
Para Janaina, a reação à sua candidatura expõe a diferença entre o discurso de apoio às mulheres na política e o tratamento dado a elas quando disputam espaços de poder. “Quando uma mulher coloca em risco o mandato de um homem, reagem desse jeito. Porque no discurso, a participação feminina é muito bonita, mas na prática, as mulheres que estão na vida pública sabem do que eu estou falando, é muito diferente”, disse.
A candidata afirmou que quer usar o mandato para enfrentar problemas concretos. Citou a violência contra mulheres e crianças e defendeu penas mais duras para autores de estupro, pedofilia e feminicídio. Também propôs mais recursos e tecnologia para investigar os braços financeiros das organizações criminosas, demanda que, segundo ela, ouviu em uma conversa com 24 delegados.
“Eu quero ser senadora de Mato Grosso, porque eu entendo que o Senado é um espaço que vai muito além de colocar esparadrapo na cara, que vai muito além de ficar cortando melancia, é um lugar para tratar de pautas sérias. O Brasil tem problemas sérios que nós precisamos enfrentar”, afirmou.
Janaina também apontou a infraestrutura e a atração de indústrias como prioridades para o desenvolvimento do estado. Para as famílias, defendeu mais moradias, creches com horário estendido e escolas em tempo integral. Segundo ela, oferecer alimentação, atividades educativas e esporte no contraturno ajuda a proteger crianças do recrutamento pelo crime organizado.
Ao final, Janaina afirmou que pede um dos dois votos para o Senado e deixa os eleitores livres para escolher o outro candidato. “Eu defendo que ao menos um dos votos nessa eleição seja para uma mulher. Que não for para mim, para outra candidata mulher, mas eu defendo a participação feminina nessa eleição”, finalizou.



