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POLÍTICA Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 11:04 - A | A

Sexta-feira, 03 de Julho de 2026, 11h:04 - A | A

CONSEQUÊNCIAS DOS ATOS

Flávio Bolsonaro confirmará posição em audiência dos EUA sobre investigação comercial contra o Brasil

A expectativa é de que o senador embarque para os Estados Unidos no fim de semana

Tangará Online
Redação
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi confirmado pelo governo dos Estados Unidos como um dos participantes da audiência pública da investigação comercial aberta contra o Brasil. O parlamentar falará na próxima terça-feira (7), durante o segundo e último dia do evento promovido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que avalia a possibilidade de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

De acordo com o cronograma oficial, a participação de Flávio está prevista para as 10h no horário de Washington (11h em Brasília). A expectativa é de que o senador embarque para os Estados Unidos no fim de semana, após cumprir compromissos no Rio de Janeiro e em Campina Grande.

A audiência integra a investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, mecanismo utilizado para apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos dos Estados Unidos. Após receber manifestações por escrito, o USTR ouvirá representantes de empresas, entidades e especialistas antes de decidir sobre a adoção das novas tarifas. A definição deve ocorrer até o dia 15 de julho.

A participação do senador ocorre em meio ao embate político entre governo e oposição sobre a condução das relações comerciais com os Estados Unidos. O Palácio do Planalto acusa aliados da família Bolsonaro de incentivarem medidas que poderiam prejudicar o Brasil perante a administração do presidente Donald Trump. Flávio nega a acusação e afirma que defenderá a suspensão da sobretaxa.

Em manifestação encaminhada ao USTR, o senador argumentou que a manutenção das tarifas acabaria favorecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao reforçar a narrativa do governo durante o período eleitoral.

O painel contará ainda com a participação do ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI); de Letícia Sperb Masselli, da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados); de Matt Priest, da Footwear Distributors and Retailers of America (FDRA); e de Peter Grueterich, do JPT Group LLC Bernardo Footwear.

Na segunda-feira (6), primeiro dia da audiência, está prevista a participação de Paulo Figueiredo, aliado de Flávio Bolsonaro e interlocutor de setores conservadores ligados ao governo Trump. Ele defende que os Estados Unidos substituam o aumento das tarifas pela aplicação da Lei Magnitsky contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Enquanto isso, o governo brasileiro mantém as negociações diplomáticas para tentar evitar a adoção das novas tarifas. Nesta semana, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, voltou a se reunir com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, apresentando propostas para atender parte das demandas americanas, sem incluir o sistema Pix nas negociações.

A audiência pública representa a última etapa antes da decisão final do governo norte-americano sobre a investigação comercial e tende a ampliar o debate político em torno das relações entre Brasil e Estados Unidos.


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