O deputado estadual Júlio Campos afirmou que a maior parte dos convencionais do União Brasil defende que a legenda lance candidatura própria ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. Segundo ele, a estratégia fortalece o partido na disputa pelos cargos proporcionais e deve receber amplo apoio durante a convenção.
De acordo com o parlamentar, dos 50 convencionais com direito a voto, aproximadamente 35 deverão se posicionar favoravelmente à candidatura própria. Júlio Campos argumenta que a decisão é importante para ampliar a competitividade do União Brasil tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.
"Nós acreditamos que a grande maioria dos votantes prefere a candidatura própria. Nós, deputados estaduais, precisamos dessa candidatura para manter uma bancada forte na Assembleia. O mesmo acontece com os deputados federais, que terão melhores condições de ampliar a representação do partido", afirmou.
O deputado também comentou a possibilidade de divergências internas caso a tese da candidatura própria seja aprovada. Para ele, eventuais dissidências são naturais no processo político e não devem comprometer a unidade da legenda.
Segundo Júlio Campos, integrantes que optarem por apoiar o vice-governador Octaviano Pivetta não sofrerão qualquer tipo de punição. Ele destacou que situações semelhantes ocorrem em outras siglas e que a liberdade política deverá prevalecer dentro do partido.
"O próprio ex-governador Mauro Mendes já tem assegurada a liberdade para apoiar o candidato de sua preferência. Não haverá problema quanto a isso", declarou.
Júlio Campos ainda ressaltou que as divergências não são exclusivas do União Brasil e citou outros partidos que também convivem com diferentes posicionamentos internos durante o período de definição das candidaturas. Para ele, o importante é que a decisão da convenção seja respeitada, preservando a unidade da legenda para a disputa eleitoral de 2026.



