A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) terá mais 180 dias para concluir as investigações sobre possíveis irregularidades em contratos e processos licitatórios firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2025. A prorrogação foi aprovada pelos deputados e oficializada por meio do Ato nº 060/2026, após a aprovação do Requerimento nº 472/2026.
Presidente da comissão, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) explicou que a ampliação do prazo foi necessária devido às decisões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que alteraram o cronograma dos trabalhos. Segundo ele, empresários convocados para depor recorreram ao Judiciário, que concedeu salvo-condutos e determinou que testemunhas e investigados tivessem acesso integral aos autos, além de um prazo de até 30 dias para preparar suas defesas antes das oitivas.
De acordo com o parlamentar, essas determinações tornaram facultativo o comparecimento de alguns convocados e atrasaram o andamento da investigação, tornando indispensável a extensão dos trabalhos da comissão. Wilson ressaltou, no entanto, que a CPI poderá encerrar as atividades antes do prazo, caso todas as diligências sejam concluídas.
O deputado também informou que foi apresentado um requerimento para suspender temporariamente as atividades da comissão durante o recesso parlamentar da Assembleia Legislativa, previsto entre os dias 16 e 31 de julho. Com isso, os trabalhos devem ser retomados na primeira semana de agosto, embora ainda esteja prevista uma última reunião ordinária no dia 15 ou, se necessário, uma sessão extraordinária antes do início do recesso.
Na nova etapa das investigações, a comissão pretende ouvir empresários, diretores de hospitais regionais, representantes da Secretaria de Estado de Saúde e demais pessoas ligadas aos contratos e procedimentos que são alvo da apuração. O objetivo é reunir novas informações e aprofundar a análise sobre a execução dos contratos firmados pela pasta ao longo dos últimos anos.



