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GERAL Domingo, 12 de Julho de 2026, 08:00 - A | A

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EXPLORAÇÃO ILEGAL DE OURO

MPF cobra ações da União para conter avanço do garimpo ilegal em terra indígena de Mato Grosso

Órgãos federais terão 15 dias para informar medidas adotadas no cumprimento de decisão judicial

Tangará Online
Redação
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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para fiscalizar o cumprimento de uma decisão judicial que determina a adoção de medidas permanentes de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. A medida também exige que órgãos federais informem quais providências vêm sendo adotadas para proteger o território.

A portaria foi assinada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha e publicada no Diário Oficial da União. O objetivo é acompanhar a execução da sentença judicial que obriga o poder público a implementar um plano de proteção da área, considerada uma das mais afetadas pela mineração ilegal no país.

O MPF notificou a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que deverão apresentar, no prazo de 15 dias, informações sobre as ações executadas para cumprir a decisão da Justiça.

De acordo com o órgão, a iniciativa foi tomada após a constatação de que as determinações judiciais ainda não foram plenamente executadas. Além de detalhar as medidas adotadas, os órgãos deverão esclarecer como está a articulação entre as instituições responsáveis pela proteção da área.

A decisão judicial tem origem em uma ação civil pública proposta pelo MPF em 2017, que resultou na determinação para elaboração e execução de um plano integrado de enfrentamento ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé. Conforme o Ministério Público, durante a fase de cumprimento da sentença, não houve comprovação suficiente de que as obrigações foram efetivamente colocadas em prática.

O procedimento também atende a uma solicitação da Procuradoria da República em Cáceres, responsável pelo acompanhamento do caso, que busca fortalecer a fiscalização sobre a implementação das medidas previstas.

Nos últimos anos, a Terra Indígena Sararé passou a concentrar um dos maiores índices de exploração ilegal de ouro do Brasil. Operações realizadas por órgãos federais intensificaram a destruição de equipamentos e acampamentos utilizados por garimpeiros, em uma tentativa de reduzir os impactos ambientais e conter a atividade clandestina.

Levantamentos de monitoramento ambiental apontam que a área lidera o número de alertas de garimpo entre as terras indígenas brasileiras, cenário que mantém a região sob atenção das autoridades ambientais e do Ministério Público Federal.


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