Após nove mandatos como vereador no Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL) iniciou oficialmente sua caminhada rumo ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) justificou a mudança de domicílio eleitoral afirmando que, embora não tenha nascido no estado, foi ali que "renasceu", destacando a identificação com os valores e a receptividade da população catarinense.
Na publicação, Carlos afirmou que encontrou em Santa Catarina um ambiente de tranquilidade e acolhimento, além de reforçar que pretende representar os interesses do estado no Congresso Nacional. "Eu não nasci aqui, mas foi aqui que eu renasci. Encontrei a paz, a generosidade de um povo de bem que defende os mesmos valores que eu", declarou, ao responder às críticas sobre sua candidatura em um estado onde não construiu sua trajetória política.
Durante o pronunciamento, o ex-vereador também direcionou críticas ao governo federal e ao Partido dos Trabalhadores (PT), defendendo uma atuação voltada à redução da burocracia, ao fortalecimento da liberdade de expressão e ao enfrentamento do que classificou como um sistema político que precisa ser reequilibrado. Segundo ele, caso seja eleito, atuará ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, na defesa dessas pautas.
A candidatura de Carlos integra a chapa apresentada pelo PL para as eleições em Santa Catarina, liderada pelo governador Jorginho Mello, que tentará a reeleição. Além dele, a deputada federal Caroline de Toni também disputará uma das vagas ao Senado, enquanto o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, completa o grupo político lançado pelo partido.
A definição do nome de Carlos, no entanto, provocou desgaste dentro da própria base aliada. A entrada do ex-vereador na disputa retirou da composição o senador Esperidião Amin (PP), que inicialmente era cotado para integrar a chapa. A mudança gerou insatisfação entre lideranças locais e também criou tensão com Caroline de Toni, que chegou a cogitar deixar o PL durante as negociações. A situação foi contornada após manifestações públicas de apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do próprio partido.
No lançamento da chapa, Carlos reforçou que pretende exercer um mandato voltado à defesa das liberdades individuais e ao fortalecimento das instituições. Segundo ele, seu objetivo será contribuir para o equilíbrio entre os Poderes e atuar em pautas que considera essenciais para o país, afirmando que deseja ser "uma peça no xadrez" para fortalecer a democracia e garantir maior liberdade aos brasileiros.



