A composição da chapa da senadora Margareth Buzetti (PP) para a disputa ao Senado nas eleições de 2026 está em fase de definição e deve ser consolidada por meio de uma aliança entre o Progressistas e o Podemos em Mato Grosso. As duas siglas avançaram nas negociações para preencher as suplências da parlamentar, que buscará a permanência no Congresso Nacional.
Nos bastidores, os nomes mais cotados para integrar a chapa são o produtor rural Paulo Lucion, filiado ao Podemos, e a coronel da Polícia Militar Grasielle Paes Silva Bugalho, do Progressistas. A tendência é que Lucion ocupe a primeira suplência, enquanto Grasielle fique com a segunda posição, embora a composição ainda dependa da formalização do acordo entre os partidos.
Grasielle Bugalho ganhou projeção política ao comandar a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) durante a gestão do governador Mauro Mendes (União Brasil). Ela assumiu a pasta inicialmente de forma interina e, posteriormente, foi efetivada no cargo, permanecendo à frente da secretaria até deixar o governo.
Margareth Buzetti chegou ao Senado em 2022 ao assumir temporariamente a vaga de Carlos Fávaro (PSD), que se licenciou do mandato. No ano seguinte, passou a exercer a função de forma efetiva após Fávaro ser nomeado ministro da Agricultura e Pecuária pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Desde então, a senadora divide o exercício do mandato com o titular da cadeira, que retorna ao Senado em votações consideradas estratégicas para o governo federal e em ocasiões relacionadas à atuação parlamentar.
Durante sua passagem pelo Congresso, Buzetti apresentou e relatou projetos que ganharam repercussão nacional. Entre eles está a proposta que endureceu as penas para o crime de feminicídio e a criação do Cadastro Nacional de Estupradores, voltado ao registro de pessoas condenadas por crimes sexuais.
As articulações para a formação da chapa ocorrem paralelamente ao fortalecimento da pré-candidatura da parlamentar. O Progressistas oficializou seu nome para disputar uma vaga no Senado e mantém negociações para ampliar a base de apoio na corrida eleitoral.
A definição das suplências é considerada estratégica pelas lideranças partidárias, uma vez que busca ampliar a representatividade da coligação e fortalecer a aliança entre Progressistas e Podemos na disputa pelo Senado em Mato Grosso.



