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POLÍCIA Terça-feira, 21 de Julho de 2026, 14:00 - A | A

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SUSPOSTO AGIOTA

Servidora perde mais de R$ 1 milhão após cair em suposto golpe de medo e ameaças criado por colega de trabalho em MT

Investigação aponta que vítima teria sido convencida a fazer empréstimos, sacar recursos e financiar veículo

Ana Carolina Guerra
Tangará Online
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REPRODUÇAO

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Uma servidora pública estadual teria sido vítima de um esquema de extorsão que movimentou mais de R$ 1,1 milhão em Mato Grosso. A suspeita é de que uma colega de trabalho tenha criado uma falsa situação de perigo, envolvendo supostas dívidas com agiotas e ameaças contra familiares, para induzir a vítima a realizar pagamentos durante cerca de três anos.

O caso é alvo da Operação Laço Oculto, deflagrada nesta terça-feira (21), com o cumprimento de 14 medidas judiciais em Cuiabá e Várzea Grande. Entre as ordens estão buscas em imóveis e veículo, sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias, que podem alcançar mais de R$ 3,3 milhões.

Segundo a investigação, a vítima teria sido mantida em um estado constante de medo por meio de uma narrativa criada pela colega, que alegava existir uma dívida com criminosos e afirmava que familiares poderiam sofrer represálias caso os valores não fossem pagos.

A estratégia teria levado a servidora a comprometer o próprio patrimônio. Conforme apurado, ela realizou empréstimos, utilizou cartões de crédito, retirou recursos de previdência privada e chegou a usar dinheiro reservado para a construção da residência.

Além disso, a vítima teria sido convencida a financiar uma caminhonete em seu próprio nome, veículo que seria utilizado por uma pessoa ligada à investigada.

A situação só chegou ao fim depois que o marido da servidora percebeu o desgaste emocional dela e descobriu o que estava acontecendo. Após interromper o contato entre as duas, ele procurou ajuda e denunciou o caso.

As apurações indicam que a vítima realizou transferências que somam aproximadamente R$ 1,13 milhão diretamente para a conta da colega de trabalho. A análise das movimentações financeiras apontou que parte dos valores teria sido distribuída para outras pessoas relacionadas ao grupo investigado.

Os investigadores também identificaram movimentações bancárias consideradas incompatíveis com os rendimentos formais de alguns envolvidos, além de grande volume de saques em espécie e possível utilização de terceiros para movimentar ou ocultar recursos.

Durante a operação, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que serão analisados para identificar a participação de cada suspeito e verificar a existência de outros crimes relacionados ao esquema.

A apuração busca recuperar os valores supostamente retirados da vítima e reunir provas sobre possíveis práticas de extorsão, lavagem de dinheiro e outros delitos.

O nome da operação faz referência ao mecanismo de controle psicológico que, segundo a investigação, teria mantido a servidora presa a uma relação de medo e dependência enquanto os recursos eram transferidos aos envolvidos.

 


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