21 de Julho de 2026

ENVIE SUA DENÚNCIA PARA REDAÇÃO
logo

GERAL Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 15:40 - A | A

Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 15h:40 - A | A

DEFESA TENTOU ANULAR

Quatro anos após morte de agente, Paccola será levado a júri popular por disparos pelas costas

Ex-vereador e tenente-coronel da PM responde pela morte de Alexandre Miyagawa

COPopular
Redação
[email protected]

Reprodução

O tenente-coronel da Polícia Militar Marcos Eduardo Ticianel Paccola será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa de Barros, conhecido como “Japão”. O julgamento está marcado para 27 de agosto, no Plenário do Tribunal do Júri de Cuiabá.

Alexandre foi morto com três tiros disparados por Paccola em julho de 2022, nas proximidades de uma distribuidora de bebidas. A vítima foi atingida pelas costas, em um episódio que ocorreu diante de várias testemunhas.

Clique aqui para participar do nosso grupo COPOPULAR

 

A defesa apresentou recursos ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ao Superior Tribunal de Justiça na tentativa de reverter a decisão que determinou a submissão do militar ao júri. Entre os pedidos estavam a absolvição sumária e a reconstituição do crime. As medidas, porém, não foram acolhidas.

A principal tese apresentada pela defesa é a de legítima defesa. Paccola sustenta que agiu no cumprimento do dever legal ao intervir em uma situação na qual Alexandre seria um suposto agressor de uma mulher.

A acusação do Ministério Público aponta uma versão diferente. Segundo a denúncia, o então vereador teria agido por motivo torpe e surpreendido Alexandre, que não teria oferecido risco no momento dos disparos.

Laudos periciais indicaram que a vítima foi atingida pelas costas. Um dos tiros atravessou o pescoço e, conforme a análise técnica, Alexandre já estaria caído quando foi atingido.

Durante o julgamento, serão ouvidas testemunhas indicadas pelo Ministério Público, entre elas o delegado Hércules Batista Gonçalves e a ex-companheira de Alexandre. A defesa também arrolou testemunhas, incluindo um capitão da Polícia Militar.

O Ministério Público também sustenta que Paccola teria apresentado o episódio publicamente como uma ação de heroísmo, inclusive em discursos na Câmara Municipal, ao afirmar que havia enfrentado um suposto agressor de mulher.

A morte de Alexandre provocou a cassação do mandato de Paccola por quebra de decoro parlamentar. O militar, que já estava na reserva remunerada, havia sido eleito vereador no ano anterior ao crime.


Comente esta notícia

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Tangará Online (tangaraonline.com.br). É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Tangará Online (tangaraonline.com.br) poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.


image