31 de Julho de 2026

ENVIE SUA DENÚNCIA PARA REDAÇÃO
logo

POLÍCIA Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 14:37 - A | A

Sexta-feira, 31 de Julho de 2026, 14h:37 - A | A

BRAÇO DIREITO DO W.T

Advogada presa em operação contra facção já ocupou cargo na Assembleia Legislativa; veja vídeo

Dayana Karol Moreira foi detida no aeroporto ao retornar de viagem internacional

Tangará Online
Redação
[email protected]

reproduçao

image.png

Uma investigação sobre a movimentação de patrimônio de uma organização criminosa revelou a atuação de diferentes pessoas na tentativa de esconder valores e bens supostamente ligados ao crime. Entre os alvos da Operação Replay está a advogada Dayana Karol Moreira, apontada como uma das responsáveis por dar suporte à estrutura financeira do grupo. (Veja vídeo no final da matéria)

De acordo com a apuração, a profissional teria utilizado conhecimentos da área jurídica em negociações envolvendo imóveis, empresas e outros bens de alto valor, com o objetivo de dificultar a identificação da origem dos recursos e dos verdadeiros proprietários do patrimônio.

Antes de ser incluída entre os investigados, Dayana já havia ocupado cargo comissionado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Conforme registros oficiais, ela atuou como assessora em setores ligados à Presidência da Casa e à Mesa Diretora. A exoneração ocorreu em 2022, sem detalhamento sobre o motivo do desligamento.

A advogada foi presa durante a Operação Replay no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, quando retornava de uma viagem internacional. A ação teve como alvo o núcleo financeiro de uma facção criminosa investigada por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Além de Dayana, a operação também resultou na prisão dos jogadores de futebol amador Alex Júnior, conhecido como “Soldado”, e Brunno Passos da Silva, o “Brunninho”. Segundo a investigação, os dois fariam parte da rede responsável por auxiliar na movimentação de recursos da organização.

A apuração indica que o grupo teria movimentado mais de R$ 17 milhões em Mato Grosso e outros estados, utilizando diferentes estratégias para esconder o patrimônio acumulado. Entre os bens identificados estão apartamentos, veículos de luxo e imóveis localizados em áreas de alto padrão.

A investigação relaciona o esquema a Paulo Witter Farias, conhecido como “WT”, apontado como uma das lideranças da facção. Mesmo preso, ele teria continuado exercendo influência sobre as atividades financeiras do grupo, segundo os investigadores.

A Operação Replay é um desdobramento de ações que buscam atingir a estrutura econômica da organização criminosa, considerada um dos principais pilares para manutenção das atividades ilegais.

O material apreendido durante a operação ainda será analisado e poderá contribuir para novas etapas da investigação, incluindo a identificação de outros possíveis integrantes e o rastreamento de bens suspeitos.

Veja vídeo:

 
 

Comente esta notícia

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Tangará Online (tangaraonline.com.br). É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Tangará Online (tangaraonline.com.br) poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.


image