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ECONOMIA Quarta-feira, 08 de Julho de 2026, 16:50 - A | A

Quarta-feira, 08 de Julho de 2026, 16h:50 - A | A

IMPULSIONAMENTO TECNOLÓGICO

Data center pode injetar R$ 1,5 bilhão no PIB e gerar mais de 12 mil empregos, aponta estudo

Levantamento mostra que expansão da infraestrutura digital pode transformar o Brasil em um hub internacional de tecnologia

Tangará Online
Redação
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Um único data center com capacidade de 100 megawatts (MW) pode adicionar R$ 1,5 bilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gerar cerca de R$ 590 milhões em renda do trabalho, segundo o estudo Potenciais Impactos Socioeconômicos da Consolidação do Brasil como Hub Internacional de Infraestrutura Digital na Era da Inteligência Artificial, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O levantamento aponta que a implantação de um empreendimento desse porte exige um investimento aproximado de R$ 25 bilhões, sendo R$ 5 bilhões destinados à infraestrutura física e R$ 20 bilhões voltados à aquisição de equipamentos de computação, como servidores, GPUs e sistemas de armazenamento de dados.

Durante a fase de construção, que pode durar entre 18 e 36 meses, a expectativa é de que sejam criados 12.560 empregos diretos e indiretos em diversos segmentos da economia, incluindo construção civil, engenharia, transporte, comércio e prestação de serviços.

Após o início das operações, o data center ainda mantém de forma permanente cerca de 15% desses postos de trabalho, contribuindo para a geração contínua de renda e movimentação econômica.

O estudo foi apresentado nesta terça-feira, em Brasília, durante evento promovido pelo Instituto Livre Mercado (ILM), em parceria com a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), a Brasscom, a Dig.IA e o Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Impacto vai além da tecnologia

Segundo a pesquisa, cada R$ 1 milhão investido no setor de data centers gera aproximadamente R$ 350 mil em renda do trabalho. Desse montante, cerca de R$ 259 mil correspondem a salários pagos diretamente pelo setor, enquanto R$ 91 mil são distribuídos entre empresas fornecedoras e atividades ligadas à cadeia produtiva.

Os pesquisadores destacam que os benefícios econômicos não ficam restritos aos profissionais de tecnologia da informação. A expansão desse mercado também impulsiona áreas como construção civil, logística, alimentação, comércio e serviços especializados.

Brasil tem potencial, mas enfrenta desafios

O relatório conclui que o Brasil reúne condições para se consolidar como um dos principais hubs internacionais de infraestrutura digital, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial. No entanto, ressalta que esse crescimento depende da integração entre infraestrutura de hardware, softwares, conectividade e oferta de energia de qualidade.

Entre os principais desafios apontados estão a necessidade de ampliar a disponibilidade de profissionais qualificados, reduzir desigualdades regionais e fortalecer a integração entre políticas tecnológicas, energéticas e industriais.

"O Brasil apresenta vantagens estruturais importantes, mas ainda enfrenta desafios relacionados às assimetrias regionais, à escassez de talentos e à necessidade de maior coordenação entre inovação, infraestrutura e indústria", destaca o estudo.


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