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ECONOMIA Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 11:34 - A | A

Terça-feira, 23 de Junho de 2026, 11h:34 - A | A

SEGUE ATRATIVA

Após corte da Selic, especialistas indicam quais investimentos tendem a render mais

Com redução da taxa básica de juros para 14,25% ao ano

Tangará Online
Redação
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Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, passando de 14,50% para 14,25% ao ano, especialistas avaliam que o novo cenário favorece principalmente a renda fixa pós-fixada, mas também abre espaço para ganhos no mercado de ações.

Na avaliação do estrategista de investimentos do C6 Bank, Marcelo Freller, o ambiente de incertezas econômicas, aliado às elevadas taxas de juros, mantém os investimentos pós-fixados como a opção mais segura da renda fixa.

Segundo ele, esses títulos continuam oferecendo boa rentabilidade com menor exposição à volatilidade, ao contrário dos papéis prefixados, que sofrem maior impacto diante das incertezas do cenário pré-eleitoral e dos riscos geopolíticos.

Freller também pondera que os títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, ainda não apresentam um cenário suficientemente atrativo, já que não há previsibilidade sobre quando as taxas reais de juros começarão a cair de forma mais consistente.

Para o estrategista-chefe da Krivo Capital, Marco Saravalle, o corte da Selic já era esperado pelo mercado e, por isso, seu impacto imediato sobre os investimentos foi limitado. Segundo ele, o principal fator para os investidores agora passa a ser a sinalização do Banco Central sobre os próximos passos da política monetária.

De acordo com as projeções do mercado financeiro reunidas no Boletim Focus, a expectativa é que a Selic encerre o ano em 13,75%, indicando espaço para apenas mais um ou dois cortes até o fim de 2026.

Já Rodrigo Moliterno, da Veedha Investimentos, acredita que os maiores beneficiados pela redução dos juros podem ser os títulos prefixados e aqueles indexados à inflação. Segundo ele, a queda da Selic tende a valorizar esses papéis, já que reduz a taxa utilizada pelo mercado para precificar esses ativos.

Na renda variável, os especialistas avaliam que a redução dos juros também tende a favorecer a Bolsa de Valores. Isso porque taxas menores tornam as ações relativamente mais atrativas e elevam o valor presente das empresas nos modelos de avaliação financeira.

O economista Ian Lopes, da Valor Investimentos, ressalta, no entanto, que o momento ainda exige cautela diante das preocupações com a inflação e do cenário econômico global. Segundo ele, embora o corte da Selic seja positivo para o mercado acionário, a evolução da inflação e o ambiente internacional continuarão influenciando o desempenho da Bolsa.

Rodrigo Moliterno acrescenta que uma possível redução das tensões internacionais, especialmente envolvendo Estados Unidos e Irã, combinada com a continuidade do ciclo de queda dos juros, pode contribuir para um ambiente mais favorável aos ativos de renda variável nos próximos meses.


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