O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma declaração sobre os conflitos internos da Corte. O ex-governador afirmou que o tribunal vive uma situação de desordem e cobrou uma atuação mais firme da presidência do STF.
Em uma das declarações mais duras, Taques comparou o momento vivido pelos ministros a uma “baderna” e afirmou que o tribunal estaria se aproximando de uma situação de confronto entre seus próprios integrantes.
“O Supremo virou uma baderna. Daqui a pouco o Alexandre de Moraes dá uma facada no André Mendonça, que dá uma facada no Flávio Dino, que mata o presidente... Virou, mais ou menos, um bordel. Esse é o nome”, disse.
Na avaliação de Taques, a atual crise deveria ser enfrentada pelo presidente do STF com uma decisão capaz de colocar fim às divergências.
O candidato criticou o tempo de duração do impasse e defendeu que o assunto seja submetido ao plenário da Corte.
“Como resolver agora? Que o presidente do Supremo tome coragem e decida. Já tem dez dias que está essa crise e ele não fez nada. Coloca em votação”, afirmou.
Além das críticas ao funcionamento do tribunal, Taques voltou a defender uma mudança nas regras de permanência dos ministros do Supremo.
Ele é favorável à adoção de mandatos com prazo determinado, em vez do modelo atual, no qual os ministros permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória ou outras hipóteses previstas em lei.
“Eu defendo o mandato para ministro do Supremo. Isso é importante para trazer segurança para o Brasil”, declarou.
O candidato também aproveitou o discurso para reiterar a defesa de investigações envolvendo integrantes da Corte.
Taques citou Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e afirmou que ambos deveriam prestar esclarecimentos sobre questões que vêm sendo levantadas publicamente.
“Há quatro meses eu estou defendendo que o Alexandre de Moraes tem que ser investigado pelos R$ 130 milhões. Há quatro meses eu estou defendendo que o Toffoli precisa dar explicação”, afirmou.
Sem apresentar novos elementos sobre os casos durante a declaração, Taques encerrou reforçando que, na avaliação dele, o cargo ocupado por um ministro não o coloca acima das regras jurídicas.
“Ninguém está acima da lei, meus amigos. Todos devem obediência à Constituição”, concluiu.



