14 de Agosto de 2026

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POLÍTICA Quinta-feira, 13 de Agosto de 2026, 10:29 - A | A

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“Não vou votar no Otaviano Pivetta”: Júlio Campos ignora decisão do União e fecha com Wellington

Deputado diz que seguirá o irmão, Jayme Campos, e critica decisão do União Brasil de apoiar Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso

Tangará Online
Redação

Victor Ostetti

júlio campos

A decisão do União Brasil de apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) na corrida pelo Governo de Mato Grosso não encerrou a disputa interna dentro do partido. O deputado estadual Júlio Campos anunciou que seguirá outro caminho e declarou apoio ao senador Wellington Fagundes (PL).

A escolha coloca Júlio no mesmo grupo político do irmão, Jayme Campos, que também decidiu apoiar Wellington depois que a proposta defendida por seu grupo perdeu a votação interna do União Brasil.

 

Para Júlio, a posição partidária não impede que ele tenha uma escolha diferente na disputa pelo Palácio Paiaguás.

“Eu não vou votar no Otaviano Pivetta, vou seguir a ala dissidente”, afirmou o deputado.

 

A divergência ganhou força durante a convenção do União Brasil que definiu o rumo da legenda na eleição estadual.

A proposta de apoiar Pivetta recebeu 30 votos, enquanto outros 19 convencionais defenderam que o partido apresentasse uma candidatura própria ao Governo.

O resultado derrotou a estratégia defendida pelo grupo de Jayme Campos, que vinha trabalhando para manter maior autonomia do União Brasil na disputa.

Apesar de dizer que respeitaria a decisão, Jayme criticou a forma como a convenção foi conduzida e classificou o processo como “draconiano”.

Júlio agora assume publicamente uma posição diferente daquela definida pela maioria do partido.

Além da influência política de Jayme, Júlio atribuiu sua escolha à relação que mantém há décadas com Wellington Fagundes e com a família do senador.

O deputado recordou que seu pai, João Baiano, foi aliado político de longa data. Segundo Júlio, essa proximidade foi construída ainda na década de 1970 e atravessou diferentes eleições.

O parlamentar também destacou que Wellington teria apoiado sua trajetória política ao longo dos anos.

Para Júlio, a relação construída ao longo de décadas pesa na decisão de apoiá-lo justamente em uma eleição na qual Jayme Campos não estará na disputa.

Mesmo declarando voto em Wellington, Júlio afirmou que continuará no União Brasil e que sua campanha eleitoral seguirá dentro da estrutura partidária relacionada à aliança firmada com o Republicanos.

O deputado também sinalizou que pretende evitar uma atuação ostensiva na disputa pelo Governo e concentrar sua energia na própria campanha.

Na prática, a posição cria uma situação politicamente delicada: o União Brasil estará oficialmente ao lado de Pivetta, enquanto uma ala importante da família Campos trabalhará por Wellington.

O cenário mostra que a decisão tomada na convenção não eliminou as divergências internas e pode levar integrantes do partido a apoiarem candidatos diferentes na disputa pelo comando de Mato Grosso.


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