O senador Jayme Campos descartou qualquer possibilidade de sua esposa, Lucimar Campos, integrar uma eventual chapa encabeçada pelo governador Otaviano Pivetta nas eleições de 2026. A declaração foi dada após especulações de bastidores sobre uma composição entre o grupo governista e o parlamentar, que mantém a intenção de disputar o Palácio Paiaguás.
Ao comentar o assunto, Jayme afirmou que não admite que familiares sejam utilizados como instrumento de negociação política.
"A mulher não faz parte de balcão de negócio. Nunca fez e nunca fará. Eu respeito a minha família. Esqueçam minha mulher e meus filhos. Graças a Deus, tenho uma família maravilhosa e nunca coloquei minha esposa para fazer negócio em política. Tem gente que vende pai, mãe, mulher e filho."
O senador também negou ter recebido convite para ser candidato a vice-governador na chapa de Pivetta. Segundo ele, essa possibilidade nunca foi discutida e seria incompatível com o projeto político que vem construindo para disputar o comando do Estado.
Jayme revelou ainda que se reuniu nesta semana com o ex-governador Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil, para discutir o cenário eleitoral de 2026. Conforme o senador, a conversa não envolveu a possibilidade de ocupar a vaga de vice, mas sim uma eventual candidatura ao Senado.
"Não teve conversa sobre vice. O Mauro me chamou para que nós dois saíssemos candidatos ao Senado, disse que a minha vaga estava garantida. Eu disse que estava muito tarde, até porque já existem vários outros candidatos, como Janaina, Carlos Fávaro, Pedro Taques, José Medeiros e o próprio Mauro Mendes. Não tenho plano B e só disputo a eleição para governador. Caso contrário, eleição de senador não me interessaria. [Se o projeto não avançar,] vou voltar para as minhas empresas e trabalhar."
Além da sucessão estadual, os dois trataram da convenção do União Brasil. O encontro, inicialmente previsto para agosto, deverá ser antecipado após o início do período oficial das convenções partidárias. Segundo Jayme, a alteração busca ampliar o tempo de organização do partido e corrigir o edital de convocação, que, conforme afirmou, não contempla a escolha dos candidatos ao Senado.
O senador também criticou a condução interna da legenda e acusou Mauro Mendes de centralizar as decisões.
"Ele está patrolando o partido. Temos candidatos a deputado estadual, deputado federal, ele mesmo para o Senado. Ele não tem tempo para dizer porque quer ser candidato pelo União Brasil em Mato Grosso. Essa política do ferro no pescoço, na marra, o que não é a prática ideal. Política é a arte do diálogo, do entendimento e da boa conversação."



