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POLÍTICA Segunda-feira, 06 de Julho de 2026, 16:47 - A | A

Segunda-feira, 06 de Julho de 2026, 16h:47 - A | A

EM APENAS QUATRO ANOS

Gastos da bancada federal de MT equivalem à construção de mais de 1,1 mil casas populares

Despesas com cotas parlamentares e subsídios somam cerca de R$ 28,8 milhões desde 2023

Ana Carolina Guerra
Tangará Online
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Os recursos utilizados pela bancada federal de Mato Grosso desde o início da atual legislatura seriam suficientes para viabilizar a construção de mais de 1,1 mil moradias populares. A projeção considera os cerca de R$ 28,8 milhões gastos por deputados federais, entre cotas parlamentares e subsídios, desde 2023.

A estimativa foi feita com base no projeto encaminhado pelo Governo de Mato Grosso à Assembleia Legislativa, que prevê um financiamento de R$ 1,5 bilhão para a construção de 60 mil unidades habitacionais. Pela proposta, o custo médio de cada imóvel é de aproximadamente R$ 25 mil.

Desde o início da 57ª Legislatura, em 2023, 13 parlamentares, entre titulares e suplentes, ocuparam cadeiras na Câmara dos Deputados representando Mato Grosso. Juntos, eles registraram R$ 13,36 milhões em despesas por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), benefício destinado ao custeio de despesas relacionadas ao mandato, como passagens aéreas, combustível, telefonia, hospedagem, manutenção de escritórios e divulgação das atividades parlamentares.

Somados aos subsídios pagos aos deputados no período, os gastos alcançam aproximadamente R$ 28,8 milhões.

Entre os parlamentares, José Medeiros aparece com o maior volume de despesas na atual legislatura, totalizando cerca de R$ 1,8 milhão. Na sequência estão Coronel Fernanda, com aproximadamente R$ 1,7 milhão, e Coronel Assis, com R$ 1,6 milhão.

O levantamento também considera as mudanças ocorridas na composição da bancada ao longo do mandato. Fábio Garcia, por exemplo, permaneceu parte do período licenciado para exercer o cargo de secretário-chefe da Casa Civil, sendo substituído por Gisela Simona, que acumulou cerca de R$ 1,1 milhão em despesas durante sua atuação.

Já Nelson Barbudo assumiu a vaga em 2024 após a morte da deputada Amália Barros e soma aproximadamente R$ 1,1 milhão em gastos.

Outro caso é o de Abilio Brunini, que deixou a Câmara dos Deputados após ser eleito prefeito de Cuiabá. Com sua saída, a vaga passou a ser ocupada pelo suplente Rodrigo da Zaeli, que registra despesas inferiores a R$ 800 mil.

Na parte inferior da relação aparecem Flavinha e Juliana Kolankiewicz, que exerceram o mandato por curto período em substituição a Juarez Costa.

Dos oito integrantes atuais da bancada mato-grossense na Câmara, sete devem disputar a reeleição. A exceção é José Medeiros, que pretende concorrer a uma das vagas ao Senado nas próximas eleições. Além disso, ao longo da legislatura, apenas Fábio Garcia, Coronel Fernanda e José Medeiros permaneceram no mesmo partido pelo qual foram eleitos.


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