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POLÍTICA Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026, 11:32 - A | A

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ELEIÇÃO

História política de Otaviano Pivetta ganha força na campanha ao Governo de MT

Levantamentos divulgados em setembro apresentam resultados diferentes e mostram que a disputa pelo Palácio Paiaguás ainda pode mudar até a votação

Maykon Milas
Tangará Online

Mayke Toscano

pivetta

A disputa pelo Governo de Mato Grosso entrou em uma fase de maior movimentação, com Otaviano Pivetta buscando apresentar os resultados de sua gestão como principal argumento para a candidatura à reeleição. Ao mesmo tempo, pesquisas recentes mostram cenários diferentes entre os institutos e indicam uma corrida ainda sujeita a mudanças.

Um dos levantamentos mais recentes, realizado pela AtlasIntel entre 4 e 9 de setembro e divulgado no dia 11, colocou Wellington Fagundes com 34,4% das intenções de voto, seguido por Pivetta, com 30,8%, e Doutora Natasha, com 23,2%. A margem de erro é de três pontos percentuais, o que coloca Wellington e Pivetta dentro de um empate técnico. A pesquisa ouviu 1.209 eleitores e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-02766/2026.

Outro levantamento, do Paraná Pesquisas, apresentou um quadro diferente. Divulgado em 9 de setembro, o estudo apontou Pivetta com 40,8%, Wellington com 30% e Natasha com 12%. A pesquisa ouviu 1.352 eleitores e teve margem de erro de 2,7 pontos percentuais.

Já a pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 3 de setembro, mostrou Wellington com 34%, Pivetta com 27% e Natasha com 13%. O levantamento ouviu 1.600 pessoas entre 29 de agosto e 2 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Na campanha, Pivetta procura associar sua candidatura à continuidade das ações realizadas durante sua passagem pelo Governo de Mato Grosso.

Entre os principais pontos apresentados estão investimentos em infraestrutura, educação, saúde, habitação e desenvolvimento regional. A estratégia também inclui agendas pelo interior do Estado, com visitas a obras e encontros com lideranças e comunidades.

Em uma agenda recente em Cáceres, o governador percorreu obras em diferentes áreas, incluindo educação, habitação, infraestrutura, turismo e patrimônio histórico. Entre os investimentos apresentados estava a nova Reitoria da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com investimento anunciado de R$ 12 milhões.

Na mesma região, Pivetta também destacou obras rodoviárias e afirmou que aproximadamente mil quilômetros de novas rodovias foram feitos ou estão em execução na região Oeste ao longo dos últimos oito anos.

A presença nos municípios do interior é outro eixo da estratégia eleitoral de Pivetta.

A campanha procura levar aos eleitores informações sobre obras concluídas e projetos em andamento, apresentando os investimentos realizados em diferentes regiões como parte do balanço da administração estadual.

A estratégia ocorre em um Estado marcado por grandes diferenças territoriais e econômicas entre os municípios. Por isso, a presença dos candidatos no interior tende a ocupar espaço relevante na campanha, principalmente nas agendas voltadas à apresentação de propostas e discussão de demandas regionais.

Os números divulgados em setembro mostram uma diferença considerável entre os levantamentos.

Na pesquisa do Paraná Pesquisas, Pivetta apareceu com 40,8%, enquanto Wellington registrou 30% e Natasha, 12%. Já no levantamento da AtlasIntel, realizado posteriormente, Wellington apareceu com 34,4%, Pivetta com 30,8% e Natasha com 23,2%.

O Real Time Big Data também apresentou Wellington à frente, com 34%, contra 27% de Pivetta e 13% de Natasha.

A diferença entre os resultados reforça a necessidade de considerar o período de coleta, a metodologia e a margem de erro de cada levantamento antes de comparar os números.

Os percentuais apresentados nas pesquisas não permitem afirmar antecipadamente que qualquer candidato tenha a eleição garantida no primeiro turno.

Para vencer uma eleição majoritária em primeiro turno, é necessário obter mais da metade dos votos válidos. Por isso, os percentuais de intenção de voto precisam ser analisados também em relação aos votos brancos, nulos e às respostas de eleitores que ainda não definiram sua escolha.

No caso da pesquisa do Paraná Pesquisas, os 40,8% atribuídos a Pivetta representam as intenções de voto registradas pelo levantamento, mas não significam automaticamente que o candidato tenha alcançado mais de 50% dos votos válidos.

Além disso, outros estudos realizados em períodos próximos apresentaram resultados diferentes.

As pesquisas que simulam um eventual segundo turno também precisam ser analisadas separadamente dos cenários de primeiro turno.

No levantamento da AtlasIntel, por exemplo, Wellington aparece com 40,4% contra 36,9% de Pivetta em uma eventual disputa entre os dois. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, o resultado está dentro do intervalo de empate técnico.

O mesmo levantamento também testou outros confrontos. Em um eventual segundo turno entre Wellington e Natasha, o senador aparece com 50,9%, contra 28,9%. Já no cenário entre Pivetta e Natasha, o governador registra 49,3%, contra 30,7% da adversária.

Esses números, porém, representam cenários hipotéticos e não determinam o resultado do primeiro turno.

Com a eleição se aproximando, Pivetta tenta utilizar sua experiência política e administrativa como argumento para permanecer no Palácio Paiaguás. A campanha concentra parte de seus esforços na apresentação de obras, investimentos e ações realizadas pelo governo.

Os adversários, por outro lado, buscam apresentar suas próprias propostas e questionamentos em relação à atual administração.

Os levantamentos mais recentes, portanto, mostram fotografias diferentes da disputa. Enquanto uma pesquisa coloca Pivetta com 40,8%, outras apresentam Wellington numericamente à frente e registram percentuais diferentes para os três principais nomes.

O cenário poderá sofrer alterações com o avanço da campanha, a definição dos eleitores indecisos e a movimentação das candidaturas. O resultado definitivo, entretanto, será determinado pelos votos válidos registrados nas urnas.


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