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POLÍTICA Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 11:06 - A | A

Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 11h:06 - A | A

DIREITO DE CAMPANHA

Flávio recusa segurança da PF e acusa direção da corporação de risco de “infiltração” em sua campanha

Pré-candidato afirma que agentes deveriam ser deslocados para investigar fraudes contra aposentados

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Redação
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que não pretende utilizar a estrutura de segurança da Polícia Federal destinada aos candidatos ao Palácio do Planalto durante a campanha eleitoral. Em publicação nas redes sociais, ele disse não confiar na atual direção da corporação e alegou temer a presença de pessoas infiltradas em sua equipe.

Flávio citou diretamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, ao justificar a decisão. O senador afirmou que prefere abrir mão da proteção institucional prevista para os candidatos a correr o risco de ter agentes infiltrados em sua campanha.

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Na mesma publicação, o pré-candidato disse que pretende solicitar que os policiais que seriam designados para acompanhá-lo sejam direcionados às investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Flávio também voltou a fazer acusações contra Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador cobrou investigações sobre o caso e afirmou que a ausência de efetivo não poderia ser usada como justificativa para a falta de apuração.

O senador já vem sendo acompanhado por seguranças particulares em compromissos públicos e passou a utilizar colete à prova de balas em algumas agendas.

A estrutura oficial de proteção aos candidatos à Presidência começa a ser organizada nesta segunda-feira. A operação prevê até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba. O orçamento estimado para a operação é de R$ 95 milhões.

A segurança poderá ser acionada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e a solicitação formal das campanhas. A estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidatos, com equipes distribuídas pelos estados e avaliação individual do nível de risco de cada candidatura.

Segundo a corporação, os critérios técnicos serão aplicados de forma uniforme às campanhas, com a definição de efetivo e recursos conforme as características de cada situação.

 
 

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