Faltando menos de quatro meses para o período das convenções partidárias que definirão os rumos da disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso, o vice-presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Campos, defendeu que a União Brasil mantenha uma candidatura própria ao Governo do Estado e alertou para os impactos que a demora nas definições políticas pode causar na preparação das campanhas.
O parlamentar afirmou que a legenda possui respaldo político e eleitoral para disputar o comando do Palácio Paiaguás e detalhou o andamento das negociações envolvendo a federação formada entre a União Brasil e o Progressistas.
Segundo Júlio Campos, as discussões já ocorrem tanto em Mato Grosso quanto em Brasília e envolvem a construção de uma chapa equilibrada dentro da federação. Entre os temas debatidos estão a distribuição das duas vagas ao Senado, além das candidaturas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.
Apesar das articulações entre os partidos, o deputado destacou que a definição dos candidatos cabe às convenções partidárias e não à federação.
“A federação não escolhe o candidato. Cada partido faz sua convenção individualizada, escolhe seus candidatos e depois forma a chapa em conjunto”, explicou.
Ao abordar a disputa pelo Governo do Estado, Júlio Campos afirmou que a União Brasil não possui motivos para abrir mão de uma candidatura própria. Segundo ele, existe uma orientação da direção nacional para que filiados com viabilidade eleitoral concorram aos cargos majoritários.
“Há uma resolução da direção nacional de que onde tiver um candidato pretendente a governador ou a senador com possibilidades eleitorais, será candidato”, declarou.
Na avaliação do parlamentar, o atual cenário favorece a União Brasil dentro da federação, já que, segundo ele, o Progressistas não possui, neste momento, um nome colocado na disputa pelo Executivo estadual.
“Não há por que a União Brasil deixar de ter o seu candidato se só ela tem um candidato que poderia ser governador. Se o PP tivesse um nome para disputar o governo, aí sim a federação teria que intervir para definir qual seria o melhor candidato”, argumentou.
Além das negociações partidárias, Júlio Campos ressaltou que o fator tempo será determinante para o sucesso das campanhas. Para ele, a indefinição sobre candidaturas dificulta a formação das equipes e compromete a estrutura necessária para uma disputa eleitoral competitiva.
“É falta de tempo, porque até você contratar equipe de trabalho, todos os candidatos já têm sua equipe”, observou.
O deputado destacou que campanhas majoritárias exigem planejamento e uma estrutura robusta, incluindo equipes de marketing, pesquisas eleitorais, assessoria jurídica e consultorias especializadas. Segundo ele, o período de pré-campanha possui características diferentes da campanha oficial, exigindo ainda acompanhamento técnico e jurídico em âmbito nacional.
Júlio Campos também defendeu que as definições ocorram o mais breve possível para garantir segurança jurídica e administrativa aos candidatos.
“Quanto mais rápido você ser registrado na Justiça Eleitoral, melhor, porque já abre sua conta, já começa a fazer os gastos oficiais e já começa a ter estrutura de campanha”, afirmou.
Enquanto as negociações avançam nos bastidores, a sinalização da União Brasil é de que a legenda pretende ocupar papel de protagonismo na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026, trabalhando para chegar às convenções partidárias com uma chapa consolidada e preparada para o processo eleitoral.



