A Justiça de Mato Grosso determinou a soltura provisória do policial penal Emerson Geremias, investigado pela morte do enteado, Átila Yury dos Santos, de 21 anos, atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça na região do Coxipó do Ouro, em Cuiabá.
A decisão foi assinada pela juíza Mônica Catarina Perri durante audiência de custódia realizada após a ocorrência. Conforme o entendimento da magistrada, há indícios iniciais de que o investigado possa ter agido em legítima defesa.
Como medidas cautelares, a Justiça determinou o recolhimento da arma de fogo utilizada pelo policial penal e a suspensão do porte de arma enquanto perdurarem as investigações do caso.
Em depoimento à Polícia Civil, Emerson Geremias relatou que o enteado fazia uso frequente de bebidas alcoólicas e drogas e que, nessas circunstâncias, apresentava comportamento agressivo. Segundo sua versão, ele foi até a chácara onde reside a mãe de Átila e, durante o encontro, o jovem teria tentado atacá-lo com uma faca.
A mãe da vítima também prestou depoimento aos investigadores e confirmou que o filho apresentava episódios de agressividade. No entanto, ela informou que não presenciou o momento da discussão, pois não estava no local quando os fatos ocorreram.
Em nota, a Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) informou que acompanha o caso em conjunto com os órgãos de segurança pública e aguarda a conclusão das investigações para adotar as medidas administrativas cabíveis.
As circunstâncias da ocorrência seguem sendo apuradas pela Polícia Civil. Conforme informações da investigação, embora Emerson Geremias e a mãe da vítima estivessem em processo de separação, ele continuava frequentando o imóvel para prestar apoio à família.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, a suspeita inicial é de que o disparo tenha ocorrido a curta distância, mas a dinâmica exata dos fatos dependerá da conclusão dos exames periciais.
Durante os trabalhos no local, os policiais encontraram uma faca que poderá integrar o conjunto probatório da investigação. Entretanto, segundo a autoridade policial, o objeto não estava próximo ao corpo da vítima quando foi localizado.
A Polícia Civil informou que a análise dos depoimentos, dos laudos periciais e das demais provas coletadas será determinante para esclarecer as circunstâncias do caso e definir os próximos encaminhamentos da investigação.



