Uma investigação sobre um suposto plano para atacar agentes das forças de segurança levou ao cumprimento de oito mandados judiciais nesta quarta-feira (26), em Primavera do Leste. A ação, denominada Operação Cerberus, apura a participação de integrantes de uma facção criminosa em articulações para realizar ataques contra policiais.
Entre as medidas determinadas pela Justiça estão quatro prisões preventivas e quatro mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste a partir de pedido da investigação e manifestação favorável do Ministério Público.
Segundo a apuração, os ataques não chegaram a ser executados. Os investigadores trabalham para descobrir até que ponto as reuniões e tratativas identificadas avançaram e quem teria participado da organização.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Delitos Gerais de Primavera do Leste. Conforme as informações reunidas até o momento, suspeitos ligados à facção teriam participado de encontros destinados a discutir ações violentas contra integrantes das forças de segurança.
A hipótese investigada é de que as ações seriam uma forma de retaliação às operações realizadas contra membros do grupo criminoso que atua em Mato Grosso.
Além do suposto planejamento dos ataques, a investigação identificou outros integrantes que estariam relacionados à obtenção de armas de fogo.
As buscas foram autorizadas para endereços relacionados aos investigados. Os policiais procuram celulares, computadores, documentos, mídias digitais, anotações, dinheiro e outros materiais que possam ajudar a esclarecer como o grupo teria se organizado.
A Justiça também autorizou que os dados encontrados nos equipamentos apreendidos sejam analisados. Entre as informações que poderão ser examinadas estão conversas, registros de chamadas, arquivos, imagens e dados armazenados em aplicativos de comunicação.
A medida busca identificar possíveis contatos entre os investigados e reconstruir as tratativas que teriam antecedido o suposto plano.
Os quatro presos permanecem à disposição da Justiça. A operação não significa, por si só, que os investigados tenham sido condenados pelos crimes apurados.
As diligências continuam para identificar outros possíveis participantes, reunir novas provas e esclarecer se houve outras pessoas envolvidas na preparação das ações que, segundo a investigação, não chegaram a acontecer.



