A liderança de Wellington Fagundes nas pesquisas para o Governo de Mato Grosso começa a colocar o senador no centro das atenções da disputa eleitoral. O crescimento do nome do PL amplia a pressão sobre os adversários e pode aumentar também a temperatura dentro dos próprios grupos políticos que se movimentam para a eleição de outubro.
Na pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25), Fagundes apareceu com 27% das intenções de voto, enquanto o governador Otaviano Pivetta registrou 23%. Apesar da vantagem numérica, os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento ouviu 804 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto.
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O cenário, porém, ganhou contornos diferentes quando comparado a outros levantamentos recentes. Pesquisa Percent Brasil divulgada na semana passada apontou Fagundes com 32% no primeiro turno, enquanto levantamento Real Time Big Data também colocou o senador à frente em diferentes cenários.
Liderança coloca senador no centro da disputa
Em uma eleição ainda em construção, aparecer na liderança significa também passar a ser um dos principais alvos dos adversários. Quanto mais competitivo se torna um candidato, maior tende a ser a pressão por explicações sobre sua trajetória política, alianças, propostas e histórico.
É nesse ambiente que pode surgir o chamado “fogo amigo”: críticas e movimentos vindos não apenas de adversários diretos, mas também de antigos aliados ou grupos que disputam espaço dentro do mesmo campo político.
No caso de Fagundes, a situação ganha peso porque a eleição reúne interesses de diferentes grupos e partidos. O senador representa o PL e tem uma longa trajetória política em Mato Grosso, enquanto Pivetta busca a reeleição pelo Republicanos. A disputa entre os dois tende a concentrar boa parte das atenções à medida que a campanha avançar.
Outro dado da Quaest ajuda a dimensionar o desafio: 29% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou não escolheriam nenhum dos candidatos, enquanto 8% ainda se declararam indecisos. Além disso, 47% disseram que ainda podem mudar de voto até a eleição.
Ou seja, embora Fagundes apareça na frente numericamente, o cenário está longe de estar definido. A vantagem pode aumentar, diminuir ou desaparecer conforme alianças, debates, campanha e estratégias dos candidatos ganhem força.
Com a disputa mais acirrada, a tendência é de que Fagundes passe a ser cada vez mais cobrado e questionado pelos concorrentes. E, em uma eleição marcada por alianças que ainda podem sofrer mudanças, o maior desafio do senador pode não ser apenas crescer nas pesquisas, mas manter a liderança sem permitir que a pressão externa e as disputas internas comprometam sua caminhada até outubro.



