O empresário Valdinei Mauro de Souza, conhecido como Ney Garimpeiro, voltou a ter seu nome envolvido em publicações e informações que levantam questionamentos sobre a existência de uma possível campanha de desinformação contra sua imagem.
Ney construiu, ao longo de mais de três décadas, uma trajetória ligada ao setor mineral. Atualmente, o Grupo Fomentas Mining Company, fundado pelo empresário, mantém operações em Mato Grosso e no Pará e afirma investir em tecnologia, pesquisa geológica, governança e práticas ambientais.
A discussão sobre possíveis fake news contra o empresário não é nova. Em 2021, uma publicação do Centro Oeste Popular relatou que Ney estaria sendo alvo de informações consideradas falsas e de uma tentativa de atingir sua reputação. Na mesma época, sua assessoria afirmou que havia uma campanha difamatória contra o empresário.
É preciso separar investigação de acusação falsa
O caso exige cuidado jornalístico. Ney e empresas ligadas ao seu grupo já apareceram em investigações oficiais. Em 2022 e 2023, por exemplo, a Polícia Federal investigou empresas e pessoas relacionadas à compra de mercúrio no âmbito da Operação Hermes. A existência de uma investigação, entretanto, não significa, por si só, condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade criminal.
Da mesma forma, informações que atribuam ao empresário crimes específicos precisam ser acompanhadas de documentos, decisões judiciais ou manifestações oficiais que comprovem exatamente o que está sendo afirmado.
Essa distinção é fundamental para evitar que uma investigação seja apresentada como condenação ou que informações sem comprovação sejam transformadas em fatos.
Um grupo que ganhou dimensão no setor mineral
A própria Fomentas informa que sua trajetória começou no garimpo tradicional e evoluiu para uma estrutura empresarial com investimentos em pesquisa, tecnologia e processos de produção mineral. O grupo afirma possuir direitos minerários em Mato Grosso e no Pará e manter projetos relacionados à recuperação de áreas degradadas, gestão hídrica e mineração sem utilização de mercúrio.
Em setembro de 2026, o Centro Oeste Popular publicou reportagem destacando a expansão do grupo e sua busca por padrões tecnológicos e ambientais mais modernos na atividade mineral.



