27 de Outubro de 2026

ENVIE SUA DENÚNCIA PARA REDAÇÃO
logo

ENTREVISTA DA SEMANA Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 10:51 - A | A

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 10h:51 - A | A

“O projeto deles é o chicote do patrão e o ombro do trabalhador”, dispara Lúdio Cabral

O deputado estadual critica propostas de Flávio Bolsonaro, aponta riscos ao Bolsa Família, às aposentadorias e aos direitos trabalhistas e analisa a força do candidato em Mato Grosso

Lucas Leite
Tangará Online
[email protected]

Reprodução

Lúdio

O deputado estadual Lúdio Cabral analisa o desempenho de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, os desafios do PT para dialogar com o eleitorado mato-grossense e os fatores que influenciam a disputa presidencial. Para o parlamentar, o resultado das urnas exige uma avaliação sobre as dificuldades enfrentadas pela população, especialmente o endividamento e a sensação de que a renda não é suficiente para chegar ao fim do mês, apesar dos indicadores econômicos positivos do governo Lula.

Lúdio também compara os projetos políticos de Lula e Flávio Bolsonaro, questiona a atuação parlamentar do candidato do PL e alerta para possíveis impactos de uma eventual mudança nas políticas sociais e nos direitos trabalhistas. Na entrevista, defende o Bolsa Família como instrumento de combate à pobreza e de estímulo à economia, rebate as críticas de que o programa gera dependência e destaca a importância de políticas públicas voltadas à melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

COPopular- Deputado, como o senhor avalia o desempenho de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso diante da diferença expressiva em relação a Lula, mesmo após quatro anos de governo petista com investimentos, obras e programas sociais no estado? Esse resultado indica uma dificuldade do PT em dialogar com o eleitor mato-grossense?

Lúdio Cabral- O resultado do primeiro turno deu uma chacoalhada na gente, no Brasil todo e aqui em Mato Grosso, em especial. Precisamos ter a humildade de buscar entender, por meio do diálogo com as pessoas, o significado desse resultado.

O que pude avaliar neste período do segundo turno das eleições? Existe uma parcela do eleitorado radicalizada pelo pensamento de extrema direita, que é o bolsonarista, digamos, raiz. É um eleitor com quem não há o mínimo de possibilidade de diálogo para buscar convencimento.

Há uma parcela do eleitorado, que corresponde a esses 29%, identificada com o propósito e o projeto que o presidente Lula representa, como você disse, com muitas entregas para o Brasil e para Mato Grosso.

No primeiro turno, buscamos justamente comparar as entregas, porque o pai de Flávio Bolsonaro foi presidente de 2019 a 2022, enquanto Lula é presidente desde 2023. Se analisarmos todas as áreas, o presidente Lula dá de goleada em Bolsonaro.

Vou dar apenas um exemplo: habitação. Nenhuma casa popular foi entregue à população de Mato Grosso durante o governo Bolsonaro. No governo do presidente Lula, foram mais de 40 mil moradias, para citar apenas um exemplo.

Agora, há outra parcela do eleitorado que não tem uma vinculação partidária, ideológica ou programática. Esperávamos que essas pessoas votassem em Lula, mas elas votaram em Flávio Bolsonaro.

E qual é o sentimento que estamos captando desse eleitor? É o de alguém que reconhece que sua vida está difícil hoje.

Apesar de os indicadores econômicos do governo Lula serem positivos, com crescimento médio da economia de 3% ao ano, a menor taxa de desemprego da história, de 5%, aumento real do salário mínimo e a maior renda média da população brasileira durante o período em que isso vem sendo avaliado pelos institutos que medem a renda, ainda há dificuldades.

Temos também uma inflação em torno de 4%, que, segundo os indicadores apresentados, está entre as menores taxas registradas. Os trabalhadores passaram a ter isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil por mês, o que representa, na prática, um 14º salário.

No entanto, essa parcela da população que colhe os benefícios também está endividada e tem parte do orçamento comprometida com dívidas de cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC), apostas esportivas, o chamado jogo do tigrinho e outros cassinos on-line.

Isso é reflexo da taxa de juros no Brasil. E o Poder Executivo não tem controle direto sobre essa taxa, porque ela é determinada pelo Banco Central.

No governo Temer ou no governo Bolsonaro, não sei precisar em qual dos dois, foi aprovada a autonomia do Banco Central, estabelecendo mandatos fixos para seus presidentes. Esse mandato abrange parte do governo de um presidente da República e parte do governo do seguinte.

O primeiro presidente do Banco Central com mandato fixo foi Roberto Campos Neto, que presidiu a instituição durante o governo Bolsonaro e permaneceu por dois anos no governo Lula. Na minha avaliação, ele adotou uma política de sabotagem ao nosso propósito de aquecer a economia, melhorar a renda e reduzir o endividamento, mantendo a taxa de juros nas alturas.

O presidente Lula tem um ano e meio para fazer essa correção de rumo e está trabalhando nesse sentido. Mas isso não foi suficiente para alcançar o sentimento dessa parcela do eleitorado brasileiro e mato-grossense, que, mesmo com a melhora no emprego, a inflação mais baixa e a renda maior, sente que o dinheiro não chega até o fim do mês. Persiste essa sensação de dificuldade.

Agora, o que é importante avaliar? Precisamos resgatar a memória das pessoas. São dois projetos em disputa, dois projetos que governaram o Brasil.

O nosso projeto governou o país de 2003 a 2016, durante 13 anos. Depois, ficamos sete anos sob os governos Temer e Bolsonaro.

Nesse período, foi feita uma reforma trabalhista que, entre outras mudanças, instituiu a possibilidade da escala 6 por 1. Também foi realizada a reforma da Previdência, que, na minha avaliação, sacrificou servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, com aumento da idade mínima e das alíquotas previdenciárias, além de afetar servidores aposentados.

Também houve essa mudança na dinâmica do Banco Central, desvinculando sua atuação do Poder Executivo. Por isso, é importante fazer essa comparação.

A inflação dos alimentos durante o governo Bolsonaro ultrapassou 50%. No governo do presidente Lula, ficou na casa dos 14%.

As pessoas precisam avaliar o seguinte: quem considera que a vida está difícil e que a situação está ruim hoje precisa refletir que ela pode piorar, dependendo da escolha que a população fizer entre os dois candidatos.

Esse é o esforço de diálogo que temos feito, com muita humildade, por meio de perguntas simples.

Lula foi presidente em três mandatos. É claro que, neste terceiro mandato, está reconstruindo políticas públicas que, na nossa avaliação, foram destruídas durante os governos Temer e Bolsonaro. Há projetos realizados para a população em várias áreas.

Se fizermos uma lista, temos o Luz para Todos, o Bolsa Família, o Pé-de-Meia, os Institutos Federais, o ProUni, o aumento real do salário mínimo, a isenção do Imposto de Renda para a população trabalhadora, a proposta de fim da escala 6 por 1 e o Minha Casa, Minha Vida. São inúmeros projetos que beneficiam a população.

E a pergunta que fazemos às pessoas é a seguinte: Flávio Bolsonaro está na política há 24 anos. Antes de exercer um mandato, já era funcionário da Câmara dos Deputados, mesmo morando no Rio de Janeiro, e recebia um bom salário em seu primeiro emprego.

Depois, tornou-se deputado estadual, cumpriu quatro mandatos nessa função e está há oito anos no Senado.

Nesse período de 24 anos, quais projetos Flávio Bolsonaro aprovou em benefício da população trabalhadora brasileira? As pessoas precisam refletir e responder a essa pergunta.

Na minha avaliação, não há registro de projetos aprovados por Flávio Bolsonaro que tenham beneficiado a população trabalhadora brasileira nesses 24 anos em que atuou como deputado ou senador.

No caso dele como senador, durante quatro anos de seu mandato, o pai era presidente da República. Se você ocupa um mandato de senador, tem o pai na Presidência da República e possui compromisso com a população trabalhadora, poderia ter feito muita coisa nesses quatro anos.

E o que Flávio Bolsonaro fez? Deixo essa pergunta para as pessoas que estão nos assistindo, com muita humildade. Se houver algum projeto, saberei reconhecer, mas, na minha avaliação, não há registro.

O que existe, segundo as informações que considero relevantes sobre sua atuação, são vínculos com as milícias e o crime organizado, especialmente no período em que foi deputado estadual. É importante destacar isso.

Ele também votou contra benefícios para mulheres. Um dos exemplos é a licença-maternidade de 180 dias.

No Senado, Flávio Bolsonaro foi questionado, durante um debate na Band, sobre por que defende que as balas deixem de ter um código que permita rastrear sua origem. Na ocasião, segundo minha avaliação, não soube responder. Entendemos que a retirada desse mecanismo pode beneficiar criminosos.

Ele fala muito em segurança pública, mas, na minha avaliação, seu histórico apresenta vínculos com o crime organizado.

Também fala em combater a corrupção, mas, na minha avaliação, há questionamentos sobre sua trajetória, desde as suspeitas relacionadas às chamadas rachadinhas, quando era deputado, até as questões envolvendo sua loja de chocolates.

A loja era apresentada como um exemplo de empreendedorismo e prosperidade, com faturamento elevado e vendas aparentemente constantes ao longo dos meses, sem diferenças significativas entre a Páscoa e os demais períodos. Também havia recebimentos em dinheiro vivo.

O período de maior faturamento, segundo os questionamentos apresentados, coincidia com o pagamento dos salários dos funcionários de seu gabinete.

Há ainda a relação com Vorcaro, a quem Flávio Bolsonaro chamou de “irmãozão”, além de ter dito: “Olha, Vorcaro, eu estou contigo hoje e sempre”.

O que significa esse “estou contigo sempre”? Se virar presidente da República, continuará ao lado de Vorcaro? Vai tirá-lo da cadeia?

Essas são questões que precisam ser formuladas.

COPopular- Deputado, diante das suspeitas e acusações envolvendo Flávio Bolsonaro, incluindo as conversas divulgadas com Vorcaro, como o senhor explica o fato de ele ter alcançado uma votação tão expressiva em Mato Grosso e no país, liderando o primeiro turno? Na sua avaliação, o que leva parte do eleitorado a apoiar o candidato mesmo diante desses questionamentos?

Lúdio- Pois é, essa é a questão que nos fazemos o tempo todo. Realmente, há uma parcela do eleitorado que não quer saber disso. São aqueles bolsonaristas que, independentemente do que a família Bolsonaro faça, continuarão votando nela. Então, há pouca possibilidade de mudar esse voto.

Agora, existe uma parcela do eleitorado que quer mudança, que enfrenta dificuldades hoje e pensa: “Vamos mudar de presidente, não queremos mais Lula na Presidência da República. Vamos votar em Flávio Bolsonaro”.

É com essa parcela do eleitorado que precisamos conversar e dialogar, para que as pessoas percebam que, se já consideram sua situação ruim, ela pode piorar caso votem em Flávio Bolsonaro.

Isso porque o projeto deles é claro: é o chamado “tesouraço”. E onde esse corte vai acontecer? Nos direitos da população, no aumento real do salário mínimo, no reajuste das aposentadorias, nas regras de acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a pessoas com deficiência, e nos benefícios do Bolsa Família.

Basta olhar a entrevista concedida ontem pela assessora econômica de Flávio Bolsonaro, Daniele Marx, cotada para um eventual Ministério da Fazenda ou da Economia. Ela falou sobre a possibilidade de estabelecer um período de transição de dois anos para os beneficiários do Bolsa Família. Nesse prazo, a pessoa teria que se tornar empreendedora ou conseguir um emprego com carteira assinada. Caso contrário, perderia o benefício.

Vejam a maldade que isso representa para 19 milhões de famílias brasileiras. Se essas pessoas dependem do Bolsa Família e precisam dele para viver, não é porque querem deixar de empreender ou de conseguir um emprego formal. Existem dificuldades e condições sociais que precisam ser consideradas.

 

COPopular- Deputado, como o senhor responde às críticas de que o Bolsa Família pode gerar dependência das famílias e ser usado como instrumento político para garantir votos à esquerda? Que medidas o governo deveria adotar para que essas famílias conquistem autonomia financeira e não dependam permanentemente do benefício?

Lúdio- O Bolsa Família acolhe nos momentos de dificuldade e é uma ponte para que a pessoa, bem alimentada, bem vestida e com seus filhos protegidos, possa buscar oportunidades de trabalho e de renda.

Esse movimento acontece o tempo todo no Bolsa Família: há pessoas entrando e pessoas saindo do programa porque conseguiram melhorar seu padrão de renda. Essa mobilidade social, esse movimento, acontece de forma permanente. Portanto, não se trata de um eleitorado aprisionado ao Bolsa Família.

As pessoas que estão no Bolsa Família hoje não são as mesmas que estavam no programa há 20 ou 15 anos, quando ele se fortaleceu. Ou seja, há um processo de mobilidade das famílias. Há famílias que se alimentaram graças ao Bolsa Família entre 2003 e 2010 e que têm filhos hoje na universidade, filhos formados, que são doutores, engenheiros, médicos e enfermeiros. Então, esse é e sempre foi o sentido do programa.

Quem é contra o Bolsa Família é que usa esse discurso de que, por ser um projeto que beneficia uma parcela importante da população, o programa serviria para aprisionar o eleitorado e que, nessa lógica, as pessoas não precisariam receber o benefício.

Esse é exatamente o pensamento daqueles que estão no centro da campanha de Flávio Bolsonaro: o tal do Pablo Marçal. Olha aqui onde o país chegou.

Veja o comportamento de Flávio Bolsonaro no debate da Band, reproduzindo o comportamento de Pablo Marçal, que levou Datena, por exemplo, a dar uma cadeirada nele, de tão desrespeitoso que Marçal foi durante o debate. Flávio Bolsonaro reproduz exatamente esse tipo de comportamento, com essa história de Ministério da Prosperidade.

É para levar as pessoas para a montanha? É para levá-las a correr o risco de se afogar em um lago, em uma lagoa?

Essa história de Ministério da Prosperidade, na verdade, está por trás desse discurso sobre o Bolsa Família. A ideia é: vocês vão receber o Bolsa Família por dois anos e, depois, que se virem, porque terão que buscar a prosperidade. Terão que conseguir um emprego formal ou se tornar empreendedores para sair do Bolsa Família.

Esse discurso não tem lógica.

É importante entender o papel que programas como o Bolsa Família desempenham na economia. Cada real investido no Bolsa Família se converte em um real e setenta centavos na economia, aquecendo-a.

Eu sempre uso o exemplo de um amigo meu, com quem convivi por muito tempo, que é padeiro lá no Jardim Vitória, bairro onde vive a população trabalhadora de Cuiabá.

Sou médico há 30 anos. No começo da minha profissão, durante os primeiros anos, convivi com casos de desnutrição, diarreia e pneumonia decorrentes da subnutrição e das dificuldades de alimentação das crianças.

Entre 1996 e 2002, convivi com essa realidade o tempo todo. Depois, sim, veio o Bolsa Família, e as pessoas começaram a se alimentar melhor e a sair daquele cenário de pobreza extrema.

O padeiro me dizia: “Lúdio, antes do Lula, antes do Bolsa Família, minha padaria funcionava dentro de casa”.

Ele tinha um forno, fabricava pão e fazia entregas nas casas da vizinhança. Ele dizia: “Lúdio, eu fazia 500 pães por dia antes do Bolsa Família. Vendia 300 ou 200 e tinha que torrar o restante, fazer farinha com o que sobrava, para não ter prejuízo”.

Depois do Lula, com o Bolsa Família, a realidade mudou: “Hoje, eu fabrico 2 mil pães todos os dias e vendo os 2 mil pães”.

Por quê? Porque as famílias trabalhadoras que recebem o Bolsa Família compram pão para que seus filhos possam ir à escola depois de se alimentar pela manhã. A criança vai para a escola de barriga cheia, depois de comer um pão com margarina e tomar um copo de leite.

O padeiro passa a vender 2 mil pães, compra um forno novo e contrata dois jovens que moram no mesmo bairro.

Assim, ele gera empregos e aquece a indústria de fornos. Aquelas famílias trabalhadoras, com os filhos bem alimentados, têm mais motivação e mais ânimo para gerar renda e trabalho. Portanto, o Bolsa Família tem esse papel de aquecer a economia do país.

Se o eleitorado que recebe o Bolsa Família consegue reconhecer isso no presidente Lula, isso é mérito, e não pode ser objeto de crítica. Afinal, quem faz essa crítica é justamente porque é contrário ao Bolsa Família.

Quem faz essa crítica é esse eleitor radicalizado de Flávio Bolsonaro, cujo projeto é o da livre negociação entre o chicote do patrão e o ombro do trabalhador.

Por isso, no caso da escala 6x1, eles são contrários ao fim desse regime de trabalho e à garantia de dois dias de descanso por semana.

Eles não têm coragem de dizer isso. Não têm coragem de dizer isso. Até dois dias antes da votação no Senado, Flávio Bolsonaro dizia que era contra.

Eles têm uma PEC no Congresso, a chamada PEC da Hora Trabalhada. Mesmo no dia da votação no Senado, Flávio Bolsonaro ficou ausente durante toda a sessão e só votou remotamente, no fim, contra o fim da escala 6x1, envergonhado e contra a própria vontade.

Mas o grupo dele deixou bem claro: “Olha, passou a eleição, se a gente ganhar, vamos aprovar a PEC, a tal da PEC da Hora Trabalhada”.

É a mesma ideia defendida por Mauro Mendes aqui em Mato Grosso.

É um absurdo, entende? Mal passaram as eleições, mal saiu o resultado, e já aparece outra liderança dizendo que é contra o fim da escala 6x1.

Não tiveram coragem de dizer isso durante a campanha, assim como Flávio Bolsonaro não está tendo coragem de dizer agora. Mas eles são contra garantir dois dias de descanso aos trabalhadores e trabalhadoras regidos pela CLT e ficam usando o modelo dos Estados Unidos como referência.

O brasileiro que vai para os Estados Unidos acaba trabalhando 16 horas por dia. Essa é a visão de legislação trabalhista que eles têm.

E o brasileiro que vai para lá? Qual é o risco de ser deportado? Qual é o risco de ficar meses preso por conta dessa política absurda que Trump adota nos Estados Unidos contra os imigrantes?

Além disso, lá não há licença-maternidade, não há décimo terceiro salário, não há férias e não há Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).


Comente esta notícia

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Tangará Online (tangaraonline.com.br). É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Tangará Online (tangaraonline.com.br) poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.


image