A prévia da inflação oficial do país registrou alta de 0,41% em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) havia avançado 0,62%. No acumulado do ano, a inflação chega a 3,45%, enquanto, nos últimos 12 meses, soma 4,80%.
Os grupos Alimentação e Bebidas e Habitação foram os principais responsáveis pelo avanço dos preços no período. Juntos, responderam por aproximadamente dois terços do índice mensal. Os alimentos registraram alta de 0,74%, enquanto os custos com habitação aumentaram 0,72%.
Entre os itens que mais pressionaram a inflação estão a energia elétrica residencial, que subiu 2,04%, a batata-inglesa, com alta de 29,42%, o tomate, que ficou 17,27% mais caro, e as passagens aéreas, que avançaram 7,24%. Também contribuíram para o resultado os reajustes nos produtos de higiene pessoal e no feijão-carioca.
Apesar das altas, alguns produtos ajudaram a conter a inflação em junho. Os combustíveis registraram queda, com redução de 0,73% no preço da gasolina e de 5,30% no etanol. Também ficaram mais baratos o café moído, as frutas e o seguro voluntário de veículos.
No segmento de alimentação consumida em casa, o ritmo de alta perdeu força em comparação a maio. Ainda assim, produtos como batata, tomate, feijão-carioca e cebola apresentaram aumentos expressivos. Segundo o IBGE, tomate, cenoura e batata já acumulam valorização superior a 100% no primeiro semestre deste ano.
No grupo Habitação, a energia elétrica foi o principal destaque. O aumento reflete a adoção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança extra na conta de luz, além de reajustes autorizados em algumas concessionárias.
Já no grupo Saúde e Cuidados Pessoais, os maiores impactos vieram dos produtos de higiene e dos planos de saúde, que incorporaram o reajuste anual autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
No setor de Transportes, o resultado geral foi de leve queda, mesmo com o aumento das passagens aéreas, do transporte urbano e dos veículos novos. O recuo foi influenciado principalmente pela redução nos preços dos combustíveis.
Entre as localidades pesquisadas, Brasília apresentou a maior inflação do mês, com alta de 0,93%, puxada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Os menores índices foram registrados no Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador, onde a inflação ficou em 0,28%, influenciada pela redução nos preços de itens como hospedagem, café, gasolina e taxas de veículos.



